O Bar do Italiano abriu no cambuí há cerca de quatro meses e há dois meses que passo em frente e nunca entrei, até hoje. Por fora, me parecia um pub e o nome macarrônico me deixava questionando à respeito do tema do bar. Trata-se de um bar que não vi em Campinas ainda, embora ele lembre alguns bares que duraram na cidade por algum tempo, como uma junção de características deles. O Bar do Italiano é todo colorido por dentro, com paredes e vigas de cores diferentes, decorado com quadros de bandas e de cervejas importadas, mesas que poderiam ser de cafés, ambiente que lembra lanchonete carioca que vende suco e uma meia luz típica de bares. No entanto, toda essa confluência de fatores deixou o ambiente com uma cara única e, principalmente, aconchegante demais para os clientes. A música também contribuiu, variando entre clássicos dos anos 60 até Michael Jackson - que tocava quando cheguei e continuou a tocar por um bom tempo.
A hostess foi extremamente simpática e, melhor ainda, eficiente. Os garçons, todos novos e cheios de sorrisos, sempre atentos. O dono do bar, naturalmente o Italiano, aceitou sugestões de cervejas no cardápio.
O bar trabalha com diversas cervejas importadas e nacionais, desde a Weistephaner até a Colorado de Riberão Preto. A escolhida por mim foi a lata de Guiness (R$14,00) que não me foi servida no copo gelado. A casa trabalha com um cardápio de saladas, pratos, porções e lanches todos evidentemente temáticos de acordo com a cultura italiana e usando diversos ingredientes que remetem ao país. Escolhi o lanche no pão (não italiano dessa vez) com mussarela de búfala, rúcula, copa e azeite (R$16,00) muito saboroso e quentinho. A cozinha fechou por volta de meia-noite e fui embora do local (com todas as cadeiras em cima das mesas) as 2h30.
O Bar do Italiano destoa dos bares do cambuí, talvez por isso eu tenha gostado tanto e já colocado na lista dos favoritos. As pessoas que estavam por lá variavam de adolescentes hypados até grupos de 30 e poucos anos.
Pra quem não for tão noturno, o bar abre para almoço também.
Passe lá:
Rua Conceição, 860
Cambuí - Campinas
Telefone (19) 3294-4842
Couvert médio: R$40,00
http://www.bardoitaliano.com.br/
17.8.08
11.7.08
Bar do Spaguette/Scooby
Tenho duas lembranças fortes do Scooby: primeira, quando este se chamava Scooby ainda e eu ia para lá ao invés de assistir aula do cursinho. A segunda foi quando me formei na faculdade e por motivos socialistas não tive uma festa de formatura e fui comemorar por lá. A primeira lembrança é de um bar que ficar aberto o dia todo e, de dia, poucas pessoas estão por lá, ainda mais em dia de semana. O sol da tarde é gostoso, o bar está limpo e a cerveja gelada. A segunda lembrança me remete à baratas no chão, putas, travestis, bêbados, pedintes e loucos de forma geral sentados na mesa ao lado, ou apenas como transeuntes do bar.
Voltei lá na quarta-feira durante um jogo do São Paulo. O bar é reduto de sãopaulinos e, por conseguinte, eu era uma das poucas mulheres por lá.
Sem problema algum, mesa cativa, jogo na TV, pessoas ensandecidas, cerveja gelada e muito dos personagens da segunda lembrança marcante. As baratas, no entanto, não estavam presentes. Mesmo assim, não me arrisquei a pedir nada da cozinha, mesmo ela a minha vista e o cheiro de bacon provocando meu estômago.
Pela ausência feminina em massa, o banheiro ainda tinha papel higiênico e o chão estava limpo. Pela presença masculina em massa, as brigas aconteceram.
O Spaguette, ou Scooby, como eu ainda me refiro, é um boteco clássico, daqueles que as pessoas podem terminar a noite e iniciar sua manhã bem embriagados. Caso queira ir sem esbarrar com as pessoas da noite, aquela fauna que faz parte dos botecos das 3 da manhã, passe lá entre 7 e meia noite. Caso contrário, a visão é péssima, os bêbados amigos querem ficar seu amigo e a cerveja nem tem mais sentido.
Muito menos o lanche de pernil.
Mas ainda é o clássico boteco para o qual se recorre quando a névoa da cerveja não se esvai e tudo o que se quer é continuar bebendo. Sem ligar muito para a fauna cativa do local.
Passe longe:
Bar do Spaguette/Scooby
Av. Júlio de Mesquita com Rua Benjamin Constant
Campinas - SP
Courvet médio: R$15,00
Aberto praticamente 24h
Voltei lá na quarta-feira durante um jogo do São Paulo. O bar é reduto de sãopaulinos e, por conseguinte, eu era uma das poucas mulheres por lá.
Sem problema algum, mesa cativa, jogo na TV, pessoas ensandecidas, cerveja gelada e muito dos personagens da segunda lembrança marcante. As baratas, no entanto, não estavam presentes. Mesmo assim, não me arrisquei a pedir nada da cozinha, mesmo ela a minha vista e o cheiro de bacon provocando meu estômago.
Pela ausência feminina em massa, o banheiro ainda tinha papel higiênico e o chão estava limpo. Pela presença masculina em massa, as brigas aconteceram.
O Spaguette, ou Scooby, como eu ainda me refiro, é um boteco clássico, daqueles que as pessoas podem terminar a noite e iniciar sua manhã bem embriagados. Caso queira ir sem esbarrar com as pessoas da noite, aquela fauna que faz parte dos botecos das 3 da manhã, passe lá entre 7 e meia noite. Caso contrário, a visão é péssima, os bêbados amigos querem ficar seu amigo e a cerveja nem tem mais sentido.
Muito menos o lanche de pernil.
Mas ainda é o clássico boteco para o qual se recorre quando a névoa da cerveja não se esvai e tudo o que se quer é continuar bebendo. Sem ligar muito para a fauna cativa do local.
Passe longe:
Bar do Spaguette/Scooby
Av. Júlio de Mesquita com Rua Benjamin Constant
Campinas - SP
Courvet médio: R$15,00
Aberto praticamente 24h
Marcadores:
Bar,
Boteco,
Passe Longe,
SP
5.7.08
Empório do Nono
Barão Geraldo hoje em dia possui diversos bares para todos os tipos de gostos (mas sem exageros). O Empório do Nono, no entanto, existe desde que o bairro tinha mais barro que bares e continua no mesmo lugar, com a mesma clientela fiel e os maravilhosos petiscos que acompanham a cerveja ou o chopp gelados.
O Nono, como os mais chegados chamam, possui cadeiras na calçada e um ambiente interno aconchegante, bom para os dias de frio. O bar sempre está lotado, em sua maioria por pessoas na faixa dos 30 anos (e mais) e alguns jovens perdidos que tenham mais dinheiro no bolso. Realmente, não é um boteco barato, mas compensa quando o que se pede é o tira gosto de balcão, porção que vem 3 ou 5 petiscos diversos que ficam expostos no balcão - desde azeitonas e queijos, até berinjela empanada com tomate seco. É possíver beber Original, Serramalte e Norteña e o chopp da Brahma.
Os garçons são sempre muito atenciosos embora os mais novos por lá não tenham o mesmo jeito cativante dos que tem anos de casa.
Logicamente, quando te avisam que a cozinha está fechando, em aproximadamente 40 minutos o bar também fecha ou o serviço fica lento para conseguir mais cerveja. A saideira não é costumaz a não ser que você tenha gasto por volta de 200 reais na conta total da mesa.
O Empório do Nono é ideal para happy hour, para uma passada rápida antes de ir para um bar mais agitado e até mesmo para curtir um show com músicas do Chico Buarque toda última quinta-feira do mês. Vá pelos petiscos, pela conversa com amigos interessantes, pela visão da avenida logo à frente. E com dinheiro no bolso.
Passe lá:
Empório do Nono
Av. Albino J. B. de Oliveira, 1128
Barão Geraldo - Campinas
Couvert médio: R$30,00
http://www.emporiodonono.com.br/index.htm
O Nono, como os mais chegados chamam, possui cadeiras na calçada e um ambiente interno aconchegante, bom para os dias de frio. O bar sempre está lotado, em sua maioria por pessoas na faixa dos 30 anos (e mais) e alguns jovens perdidos que tenham mais dinheiro no bolso. Realmente, não é um boteco barato, mas compensa quando o que se pede é o tira gosto de balcão, porção que vem 3 ou 5 petiscos diversos que ficam expostos no balcão - desde azeitonas e queijos, até berinjela empanada com tomate seco. É possíver beber Original, Serramalte e Norteña e o chopp da Brahma.
Os garçons são sempre muito atenciosos embora os mais novos por lá não tenham o mesmo jeito cativante dos que tem anos de casa.
Logicamente, quando te avisam que a cozinha está fechando, em aproximadamente 40 minutos o bar também fecha ou o serviço fica lento para conseguir mais cerveja. A saideira não é costumaz a não ser que você tenha gasto por volta de 200 reais na conta total da mesa.
O Empório do Nono é ideal para happy hour, para uma passada rápida antes de ir para um bar mais agitado e até mesmo para curtir um show com músicas do Chico Buarque toda última quinta-feira do mês. Vá pelos petiscos, pela conversa com amigos interessantes, pela visão da avenida logo à frente. E com dinheiro no bolso.
Passe lá:
Empório do Nono
Av. Albino J. B. de Oliveira, 1128
Barão Geraldo - Campinas
Couvert médio: R$30,00
http://www.emporiodonono.com.br/index.htm
Bar do Jair
O Bar do Jair está em Campinas desde 1989. Eu conheço o bar há pouco tempo mas cheguei a frequentá-lo antes de passar por reforma e ficar gigantesco. O interessante desta reforma é que, mesmo bem grande, o Bar do Jair mantém a atmosfera de boteco e, melhor, de boteco de faculdade. É possível ver todas as figurinhas da Unicamp por lá, bebericando uma cerveja e se deliciando com a maior variedade de baixa gastronomia que já vi. O bar era conhecido pela maravilhosa coxinha de frango e, diante da demanda, creio, criou diversos outros tipos da iguaria, desde a de carne seca até a de berijela para os sempre presentes vegetarianos.
Eu recomendo, no entanto, o lanche de pernil, obrigatório para minha pessoa toda vez que resolvo ficar lá por algumas horas. O atendimento é rápido se você está sentado em uma mesa perto do balcão, mas, de forma geral, os garçons são eficientes (e parecem se divertir tanto quanto os clientes quando a banda começa a tocar).
O ambiente é decorado com bandeiras, uma TV enorme para jogos de futebol, um canto para bandas diversas e muito boas, mesa de sinuca, um banheiro em cada canto do bar e muitas mesas.
O bar, no entanto, fecha cedo, e à uma da manhã já se ouve que a cozinha e o bar estão fechando. Não muito difícil se receber a conta antes de pedí-la. Mas a saideira sempre vem, se se pede com jeitinho para algum garçom de bom humor.
Estacionar o carro é um sufoco se se chega tarde (vulgo 9 da noite), sentar na parte nova com bandas muito empolgadas não permite conversas e erros de quantidade de cervejas na conta acontecem frequentemente. Mas ir com os amigos, comer muito bem e aproveitar esse tempo até ser mandado embora vale a pena.
Passe lá:
Bar do Jair
Rua Eduardo Modesto, 212
Barão Geraldo - Campinas -SP
Couvert médio: R$20,00
http://www.bardojair.com.br/bar.htm
Eu recomendo, no entanto, o lanche de pernil, obrigatório para minha pessoa toda vez que resolvo ficar lá por algumas horas. O atendimento é rápido se você está sentado em uma mesa perto do balcão, mas, de forma geral, os garçons são eficientes (e parecem se divertir tanto quanto os clientes quando a banda começa a tocar).
O ambiente é decorado com bandeiras, uma TV enorme para jogos de futebol, um canto para bandas diversas e muito boas, mesa de sinuca, um banheiro em cada canto do bar e muitas mesas.
O bar, no entanto, fecha cedo, e à uma da manhã já se ouve que a cozinha e o bar estão fechando. Não muito difícil se receber a conta antes de pedí-la. Mas a saideira sempre vem, se se pede com jeitinho para algum garçom de bom humor.
Estacionar o carro é um sufoco se se chega tarde (vulgo 9 da noite), sentar na parte nova com bandas muito empolgadas não permite conversas e erros de quantidade de cervejas na conta acontecem frequentemente. Mas ir com os amigos, comer muito bem e aproveitar esse tempo até ser mandado embora vale a pena.
Passe lá:
Bar do Jair
Rua Eduardo Modesto, 212
Barão Geraldo - Campinas -SP
Couvert médio: R$20,00
http://www.bardojair.com.br/bar.htm
Marcadores:
Bar,
Boteco,
comidinhas,
Passe lá,
SP
29.4.08
Sabor do Sul (Bar do Seu Pereira)
O Sabor do Sul, para aqueles que o visitam com mais freqüência, ou para aqueles que como eu ao se sentirem confortáveis em um bar já se sentem amigos do dono, é chamado mais informalmente de Bar do Seu Pereira.
O lugar é um empório/restaurante que parece uma antiga vendinha de produtos onde, no lugar dos produtos de limpeza, tem-se diversos tipos de cerveja. O solícito Seu Pereira, assim como seus garçons, explicam detalhadamente qual o tipo de cerveja pode ser bebido de acordo com seu paladar ou sua curiosidade.
Eu, muito curiosa e sedenta por conhecimento, comecei com a Colorado de Ribeirão Preto, passei para Wiehenstephaner, depois para uma Heineken long neck porque nenhum dos homens da mesa queriam continuar bebendo.
O bar do Seu Pereira fica sozinho na rua, aberto até à uma da manhã de terça a domingo e deixa mesinhas na calçadas que são uma delícia para acompanhar o não-movimento da rua.
A idéia de cidade de interior, com o dono do bar conversando com os clientes quando requisitado, a cerveja no ponto certo e com uma variedade incrível deixam o Sabor do Sul propício para fins de tarde e começos de noite apropriados para conversas com amigos.
O local faz propaganda de almoço, como feijoada de 4a e sábado mas posso dizer que à noite o clima é realmente convidativo. E para não faltar conhecimento ao conhecedor e curioso das diversas cervejas que o empório vende, são oferecidas degustações com pequenas palestras ao preço de R$15,00.
Vale a pena matar a sede pelo conhecimento. Muita sede.
Passe lá:
Empório Sabor do Sul
Rua Coriolano, 969
Lapa - São Paulo
11-3801-8259
Visitado em 26 Abril 2008
10.4.08
Cafezal em flor
Soube no sábado em que fui ao Cafezal em flor que o bar existe há 13 anos.
Foram 13 anos que passaram em branco para mim em relação à existência desse bar.
Contudo, andando pelas ruas do cambuí e me deparando com uma lotação incomum no Álcool Íris, me dirigi ao bar outrora ignorado.
Estava muito frio no sábado mas mesmo assim a espera fora do bar, em mesas altas com bancos altíssimos não passou de 15 minutos e logo pude entrar e me sentar em uma mesa confortável. Impressionante poder entrar as 11 da noite e ser bem recebida. Contudo, fui informada que o bar fecharia a uma da manhã o que me causou uma certa descrença dado que todas as mesas estavam lotadas. Descobri ao final da noite que, como nos pubs britânicos, bate-se em um sino e os clientes são avisados que a partir dali somente será servida a saideira.
Ao abrir o cardápio tive uma feliz surpresa ao notar que não se tratava de um cardápio comum de bares, com as típicas porções de batata frita e mandioca. Havia ali diversos tipos de saladas, escondidinhos e tábuas de frios e petiscos. Achei deveras interessante e dado o clima extremamente romântico do bar - em todas as mesas, sem exceção, só tinha casais - pedi um porção de escondidinho de camarão com abóbora e uma porção de cebolinhas picantes em conserva. O último pedido não recomendável a quem esteja em um primeiro encontro, mas deliciosa se a companhia também aprecia o prato.
O garçom estava muito bem humorado embora não muito veloz, mas pude apreciar alguams cervejas bem geladas e uma comida bem preparada que, embora tenha demorado mais que o normal para chegar à mesa, estava deliciosa.
O ambiente é também muito interessante, em uma casa muito antiga, com tijolos a vista e iluminada com diversas velas. A penumbra enfatizava ainda mais o clima romântico e as músicas, embora não do meu gosto, estavam interessantes - num sentido de que eram melhores do que músicas de elevador.
O Cafezal é interessante quando se tem o propósito de sair em casal, para namorar, beber pouquinho, comer bastante e conversar. O bar possui até uma pequena sala-lounge, em frente aos banheiros, na qual é possível se sentar e namorar. Mais.
Passe lá:
Rua Diogo Prado, 40
Cambuí
Campinas - SP
Visitado em 5 Abril 2005
Foram 13 anos que passaram em branco para mim em relação à existência desse bar.
Contudo, andando pelas ruas do cambuí e me deparando com uma lotação incomum no Álcool Íris, me dirigi ao bar outrora ignorado.
Estava muito frio no sábado mas mesmo assim a espera fora do bar, em mesas altas com bancos altíssimos não passou de 15 minutos e logo pude entrar e me sentar em uma mesa confortável. Impressionante poder entrar as 11 da noite e ser bem recebida. Contudo, fui informada que o bar fecharia a uma da manhã o que me causou uma certa descrença dado que todas as mesas estavam lotadas. Descobri ao final da noite que, como nos pubs britânicos, bate-se em um sino e os clientes são avisados que a partir dali somente será servida a saideira.
Ao abrir o cardápio tive uma feliz surpresa ao notar que não se tratava de um cardápio comum de bares, com as típicas porções de batata frita e mandioca. Havia ali diversos tipos de saladas, escondidinhos e tábuas de frios e petiscos. Achei deveras interessante e dado o clima extremamente romântico do bar - em todas as mesas, sem exceção, só tinha casais - pedi um porção de escondidinho de camarão com abóbora e uma porção de cebolinhas picantes em conserva. O último pedido não recomendável a quem esteja em um primeiro encontro, mas deliciosa se a companhia também aprecia o prato.
O garçom estava muito bem humorado embora não muito veloz, mas pude apreciar alguams cervejas bem geladas e uma comida bem preparada que, embora tenha demorado mais que o normal para chegar à mesa, estava deliciosa.
O ambiente é também muito interessante, em uma casa muito antiga, com tijolos a vista e iluminada com diversas velas. A penumbra enfatizava ainda mais o clima romântico e as músicas, embora não do meu gosto, estavam interessantes - num sentido de que eram melhores do que músicas de elevador.
O Cafezal é interessante quando se tem o propósito de sair em casal, para namorar, beber pouquinho, comer bastante e conversar. O bar possui até uma pequena sala-lounge, em frente aos banheiros, na qual é possível se sentar e namorar. Mais.
Passe lá:
Rua Diogo Prado, 40
Cambuí
Campinas - SP
Visitado em 5 Abril 2005
11.2.08
Ilê bem Brasil
Como todo paulista diante da chuva ou se vai às compras ou ao desbunde gastronômico. Quando se se encontra em uma pequena ilha, com uma pequena vila, todo o artesanato local começa a se tornar repetitivo e não se quer mais comprar camisetas, cangas ou canecas com o nome do local; parte-se então para todos os restaurantes da região, degustando da comida de praia que sempre é boa com sol. Sem sol, a paulista aqui fica mais chata.
Passei o carnaval em Ilha Grande no Rio de Janeiro e postarei algumas críticas de restaurante visitados em todos os dias de chuva que fiquei por lá.
No primeiro dia em que cheguei, sábado a noite, cansadíssima, resolvi que ia comer fora porque A) não havia restaurante na pousada e B) pior que a irritação da demora da viagem só a de fome mesmo.
Segui por uma rua muito charmosa, chamada de Buganville, onde se encontravam algumas lojas, pousadas e restaurantes. Depois de um pequena análise crítica de quem havia viajado 7h de carro, esperado 2h30 pela escuna e depois pego um percurso bem conturbado de mar de 1h45, decidi que o jantar, às 22h, seria no restaurante Ilê bem Brasil.
Ilê bem Brasil, descobri no dia seguinte, também vende brincos, bolsas e tem um estúdio de tatuagem. Aquela hora da noite tinha somente um casal e poucas mesas e achei que um restaurante brasileiro seria ótimo; sem frescura, sem demora, comida de casa logo na mesa.
Ledo engano.
Ilê bem Brasil se auto denomina restaurante de comida brasileira, vegetariana e internacional, com uma bela bandeira brasileira no nome. Deveria ser o cansaço, mas decidi ficar por lá.
Fui extremamente bem atendida, por uma garçonete que acho ser filha da dona do local que me levou o cardápio, extremamente enxuto, e voltou a cozinha.
Como não estava sozinha o pedido foi de duas cervejas, que descobri na hora que foi servida se tratar de lata (R$3,00) e quente. O pedido foi um escondidinho de camarão (R$7,00), um salada variada (R$17,00) e um cozido de legumes com carne de sol (R$37,00).
Vamos à parte boa do restaurante: decorado com pequenos livros de literatura de cordel pendurados em um varal, meia luz em todo o ambiente, clima intimista e romântico e atendimento atencioso.
Agora vamos a todo o resto: no total o serviço ficou em duas horas, desde a cerveja quente à conta que demorou seis chamados sem efeito pela garçonete. O escondidinho chegou, bem quente, mas sem qualquer tempero. Sal e pimenta foram requisitados e o pedido de desculpas chegou em seguida pela demora em sua entrega. O molho de pimenta estava divino e quando perguntei quais pimentas ali tinham não obtive resposta pois o molho era comprado e não feito por lá - diga-se de passagem, o que era mais saboroso por lá.
Quinze minutos depois chegou a salada, que consistia em quatro folhas de rúcula, beterraba e cenouras raladas, queijo indefinido e cebolas em conserva. Tudo quente.
Mais vinte minutos e chega a panela de ferro com o cozido de legumes e arroz. Começo a mexer na panela, procurando o que queria comer e notei que não havia carne. A carne de sol que imaginei ser cozida juntamente com os legumes.
Pergunto a garçonete onde está a carne de sol e ela me diz que não existe neste prato. Digo que não e ela corre à cozinha para perguntar. Recebo a resposta de que a carne vem à parte.
Chega, então, a suposta carne de sol. Um contra-filé em porção para quatro pessoas - e estávamos em duas, com sal grosso aparente e completamente crua no meio. E ouço mais um pedido de desculpas.
A fome era maior que qualquer coisa, então cerca de metade de toda a comida foi consumida, entre reclamações de como a carne estava crua e salgada e o cozido sem sabor algum.
Não sei realmente o que foi pior: o cansaço da viagem e a única vontade de matar a fome, ou a expectativa por causa do cansaço de que aquele restaurante poderia ser minimamente bom.
Somente sei que a mesa ao meu lado teve suas pessoas indo embora entre a entrega do menu e a volta da garçonete, talvez por ter ouvido todo tipo de reclamação sobre o seviço e a comida que eu tinha consumido.
Se a idéia é se alimentar em Abraão, definitivamente não vá ao Ilê bem Brasil. Quem sabe comprar bolsas e fazer tatuagens seja mais interessante, porque comida, realmente, não é o forte deles.
Passe longe:
Galeria/Rua Buganville
Abraão - Ilha Grande - Angra dos Reis - RJ
Visitado em 2 Fevereiro 2008
Marcadores:
Passe Longe,
Restaurante,
Restaurante Brasileiro,
RJ
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