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4.2.10

Anchieta Café Forneria Sushi Bar

Quando conhecemos alguém em quem confiamos, em termos de paladar, uma sugestão de restaurante sempre é bem vinda. Infelizmente, nunca tivera uma indicação que valesse a pena, seja daqueles nos quais confio ou não. Coisas do acaso, então, acontecem e começo a questionar tudo isso. Um vendedor de livros que conheci e que também trabalha como chef em uma hamburgueria sugeriu um sushibar em Ubatuba. Fiz a matemática e pensei: livros, hambuguer, Ubatuba, Sushi Ya San e tive a certeza de que seria a maior roubada de todos os tempos.
A propaganda do vendedor de livros/chef foi tão boa, no entanto, listando os lugares nos quais o sushiman trabalhou, no RJ e em SP, o comprometimento dele com a comida, o menu degustação a R$45, que a possibilidade de ir foi considerada. Mas, desta vez, não iria no escuro. Pegamos o flyer do local e a foto parecia de choperias daqui de Campinas e jamais consideraria entrar pois parecia um daqueles lugares com duo de violão e voz com releituras de músicas da Ivete Sangalo e da Ana Carolina.
Então ligamos no Anchieta Café, que também é forneria, para falar diretamente com o Artur e saber se a propaganda estava de acordo. Não conseguimos falar com ele pois estava comprando peixes. Felicidade grande, afinal, se resolvêssemos ir, peixe fresco estava garantido. Ligamos de novo e Artur, muito gentil, disse que os peixes do dia eram pargo, olho de boi e salmão. E que o menu degustação consistia em missoshiru, guioza, yakisoba, shimeji, sushis e sashimis, lula e polvo.
O atum, no entanto, não estaria presente, assim como a recém descoberta sororoca, mas o peixes, estes, eram do dia. Então, com uma expectativa baixa e acredito, real, fomos para o suposto fantástico menu degustação do Anchieta Café Sushibar Forneria e, o que confirmei, com couvert para a banda que fazia releitura de músicas.
Sentamos no balcão, de frente para o suhsiman e seu ajudante, da forma como queríamos, afinal, quem é fã de comida japonesa e trabalha em cozinha, adora acompanhar o trabalho do profissional e, se possível, perguntar sobre os pratos.
Prontamente fomos atendidos por ele, avisando que havíamos ligado e falado com o amigo vendedor de livros/chef e ele pergunta se gostamos de sunomono. Eu amo de paixão e dificilmente acho um que agrade meu paladar, mas este estava doce e ácido na medida certa, com gergelim torradinho e kani. Ali eu já sabia que tudo poderia ser muito bom. Seguiu-se com o missoshiru que chegou antes do chopp e da água que pedimos. Estava bem carregado de missô, quase salgado, mas muito saboroso. Não senti falta do tofu porque não aprecio muito, mas mais cebolinha iria bem.
Bebidas chegaram ao mesmo tempo que o shimeji, também quase salgado, mas com um gosto de terra muito bom, surpreendente até. O guioza veio com um molho bem puxado no limão, o que não gostei tanto pois prefiro mais suave; a massa estava boa e o recheio interessante, mas faltando um pouco de sal - o que eu realmente não esperava dado o padrão até então.



Finalmente, então, chegaram os peixes. O primeiro prato foi um carpaccio de polvo, salmão e pargo, temperados com azeite, ovas e um tempero japonês que não me recordo o nome mas que eu poderia jurar que tinha cominho. Muito delicado e muito saboroso. O polvo estava com a cocção perfeita.
Os sashimis seguiram com fatias de salmão - bastante fresco, olho de boi, pargo com um pedaço da pele por cima, polvo e uma lula crua em fatias finas temperadas com um molho de pimenta com gostinho de defumado. Surpreendente. A lula feita desta forma possui uma textura diferente e potencializa o sabor de forma que nunca tinha sentido antes.
Estava curiosíssima, então, para saber se o arroz estaria bem temperado e bem cozido. Minha expectativa neste momento estava altíssima e fiquei muito feliz ao experimentar os niguiris e notar como todos os grãos estavam cozidos de forma igual assim como o tempero estava corretíssimo.
Os sushis seguiram com acelga e molho tarê - este muito fluido e doce na medida certa, pargo com shimeji muito delicado, proporção correta de arroz e peixe nos hossomakis, crocância deliciosa nos uramakis de skin e o hot roll com a casquinha mais saborosa que eu já comi.



O menu degustação foi finalizado com um niguiri de lichia, muito equilibrado e delicado, se fazendo de sobremesa e que fechou o que foi a melhor refeição que já fiz. Não afirmo isso pela qualidade e frescor de tudo, nem pelo tempero adequado e apresentações lindas mas também pelo comprometimento em fazer uma comida de respeito. O atendimento feito pelo sushiman, sempre perguntando se estava bom, ou o que gostaríamos de comer e a dedicação em servir a melhor comida possível fez com que esse sushibar me surpreendesse além de qualquer restaurante que já fui, especialmente os vários japoneses que frequento.
Não quero nem entrar nos detalhes da casa, com o pior atendimento de garçons que já vi - com uma equipe de cinco pessoas que mais ficavam conversando entre si do que prestando atenção no salão, a falta de climatiazação, ou a dificuldade para conseguir uma água. Prefiro me ater a maravilhosa experiência que tive e que, de tão fantástica que foi, nos fez voltar lá no dia seguinte.
E que bela indicação do nosso amigo vendedor de livros/chef de hambugueria!



Passe lá (só no sushi bar):
Anchieta Café

Rua Tamoios, 63
Ubatuba - SP
(12) 3833-4232

12.12.09

Aroma Árabe

Não posso afirmar que conheço todas as culinárias, muito menos que as entendo. Das que entendo, consigo recriar baseada no que sei e reproduzir o clássico. A culinária árabe é aquela, no entanto, que fico boquiaberta - e feliz - por não conhecer e sempre me surpreender com os sabores.
O leigo diria que tem-se como base o hortelã, kafta, babaganuche, homus, pão pita e zátar (zaatar).
Eu diria o mesmo!
Estou fascinada com restaurante que me proporcione rodízios/degustações a preços interessantes e que me introduzam sabores novos. Sempre fui curiosa pela culinária árabe, mas nunca me aprofundei no assunto. No entanto, tive uma experiência interessante no Aroma Árabe.
Cheguei para almoçar em um horário péssimo (para quem trabalha no restaurante): 14h. O sistema da casa funciona com um preço para o pequeno rodízio (que inclui um self-service e pratos pedidos na mesa) e o rodízio completo (tudo na mesa); dado o horário, a garçonete sugeriu, muito honestamente, que escolhêssemos o rodízio completo pois assim teríamos uma comida mais fresca, feita na hora. Decidido pela sugestão dela, então.
E que ótima sugestão!
A comida estava sendo feita na hora pois conseguia ouvir o barulho da cozinha e não havia mais nenhum cliente no recinto.
O couvert incluia pães quentinhos e uma trilogia de babaganuche (pouco temperada), homus e coalhada seca, em um textura exuberante e saborosíssima. Minha fome estava quase morta ali.
Mas seguiu-se kafta, com delicioso gostinho de leite, charutinhos de folha de uva, arroz com lentilha, falafel (muito seco) e a maravilhosa abobrinha recheada. Esta, até hoje, com o sabor indescritível na minha cabeça.
A conta não deu 35 reais para cada um e pude comer muito, sempre me questionando o tempero usado. Milhões de questões na cabeça, sem saber de onde vinham aqueles sabores estranhos e deliciosos. Uma cozinha sem medo de ser de raíz, original e para aqueles que apreciam sua culinária.
Uma vez que Papai Salim não satisfaça mais, o Aroma Árabe proporciona melhor atendimento e uma cozinha peculiar, que não tem medo do cliente que não conhece seu sabor. A cozinheira chef, diz-se, está na área há 27 anos.
Nada melhor que ser bem servido, com comida diferente e feita na hora.
Inspirador.

Passe lá:
Aroma Árabe
Av. Júlio de Mesquita,73
Campinas - SP
(19) 3255-8251

Ryuu

Assim como já achei que entendia muito de botecos, também já achei que entendia muito de restaurantes japoneses. Ao menos os de Campinas. De todos que existem na cidade, posso afirmar que não fui em apenas dois.
Felicidade a minha quando me deparei com o Ryuu.
Tinha como o melhor Matsu, independente da Veja o classificar como o melhor.
Ryuu abriu suas portas em junho de 2009 e vi a festa de inauguração de longe pois sempre passo perto do local na volta do trabalho. Comecei a notar a propaganda em alguns veiculos da mídia mas a minha curiosidade persistia simplesmente por ser um novo restaurante japônes na cidade e eu queria saber se era bom ou não.
Para mim, restaurante que se presta a servir comida japonesa tem, no mínimo, que ter peixe fresco. Nem me arrisco a exigir karê ou qualquer outro tipo de comida típica que não seja o sushi e sashimi, mas quero, ao menos, que façam o básico e bem feito.
A decoração do lugar me atraiu porque é cool demais, moderninha demais, diferente demais para ser algo bom. E eu tinha que conhecer, com o medo gritante que seria mais uma baladinha/restaurante estilo Kindai.
A primeira vez que fui foi em um almoço de sábado. Cheguei e me sentei nas mesas do fundo onde o ar condicionado parecia mais potente. A casa trabalha com menu degustação o que, achei a princípio, um eufemismo de rodízio. Ledo engano.
O Ryuu trabalha com o conceito de degustação no sentido de pequenas porções, podendo ser repetidas a bel prazer, em sequencias com um tempo admissível entre um prato e outro, de forma a deixá-lo com vontade de comer o próximo prato sem se estafar.
Caso se peça a degustação - o que é de longe a melhor opção - pode-se ter sunomono ou uma saladinha de primeira entrada. O garçon logo pede se o temaki é desejado e qual peixe se quer - salmão, prego ou atum - e se guarnecido com cream cheese e cebolinha. O pedido sempre é atum e cebolinha sem cream cheese.
Segue-se o rolinho primavera com o molho mais delicado que já comi, agridoce no ponto que deve ser, juntamente com wonton de cream cheese - este sim, delicioso com o quejo.
O prato de sushi e sashimi chega, devidamente escolhido anteriormente pelos clientes. A escolha sempre é peixe prego e atum, fresquíssimos e um pouco de salmão, sempre muito bom também.
O camarão empanado chega com o mesmo molho do guioza (antes terrível, mas depois da terceira vez estava apimentado e delicado como deve ser) e segue com o salmão levemente grelhado com gergelim preto e branco e um crocante de batatas.
Esse prato eu sempre passo porque ocupa espaço demais no estômago e é batido além da conta.
Quando os sushimen estão inspirados, pode-se receber uma porção de peixe prego levemente grelhado com molho apimentado de abacaxi (que eles devem achar que é um super segredo mas eu mesma já comprei em um mercado na Liberdade em São Paulo) ou então um fantástico pseudo-cebiche de prego com a péssima, porém coerente, maionese, limão e gengibre. Uma surpresa boa e rara por lá (das cinco vezes que fui, comi apenas uma vez).
O shimeji e shiitake na manteiga e, o que eu acredito, um pouco de missô e shoyu estão disponíveis sempre, a não ser que o despreparado graçon afirme que não se encontra mais no mercado até o prócximo garçon lhe trazer uma porção.
O diferencial, assim como escrevem no menu, é o shoyu. Na verdade, afirmam que a garrafinha de shoyu diferencia um restaurante de outro, e a deles é linda. Mas o mais importante é seu conteúdo e nela está um shoyu que não é puro e sim misturado com outros ingredientes que consigo quase afirmar que sei quais são, mas não me arrisco.
De sobremesa, vá com o Melona de melão, morango, banana ( o preferido) ou outro sabor que não me lembro.
O ambiente é delicioso, extremamente aconchegante, com opções de bebidas alcoolicas (Stella Artois a R$4,00) e sucos fresquinhos.
Ryuu se propõe a servir o básico e o original. O peixe, sempre fresco, chega na casa com frequencia alta, aquela que garante que não se morda um pedaço lindo de sashimi congelado. E sempre pode-se contar com o delicioso peixe prego, para mim, a melhor combinação com o atum.
Almoço ou jantar, o atendimento sempre será muito bom e a casa sempre cheia.

Passe lá:
Ryuu
Av. João Mendes Jr., 427 - Cambuí (paralelo a Norte-Sul)
Campinas - SP
(19) 3325-4101
Aberto para almoço e jantar - Terça a Domingo

18.8.09

Pizzaria São Paulo - Ubatuba



Já comi em muitas pizzarias, daquelas clássicas da cidade de Campinas (não muitas) até aquelas com exemplares de R$6,00 que chamam de "atum e tomate". Em uma visita longa a Ubatuba, procurando sabores familiares acabei me surpreendendo com, sem excessos aqui, a melhor pizza que já comi até agora.
Começamos descaradamente com uma desgustação de azeite. A casa possui mais de 40 rótulos e escolhi 10 destes, para serem saboreados com uma entrada de massa de pizza. Somente.
Um grande pedaço de massa de pizza assada a perfeição que foi divida em dois e degustada aos pequenos pedaços com os variados tipos de azeites escolhidos. Dos italianos, brasileiros e gregos que provei foi o português orgânico que ganhou de todos. Chama-se ALFANDAGH, 0,7% de acidez máxima, extra-virgem. Delicioso e escolhido para acompanhar as pizza pedida.
A escolhida foi, depois de muito tempo, Maçarico, com deliciosos pedaços de pancetta, cortados finamente e muito crocantes.
A casa, além de expor seus variados azeites em cima do balcão e em prateleiras altas, decora o chão com diversas latas de tomate pelado italiano ( o que não acho que estaria muito de acordo com a vigilância sanitária) e possui atendimento bom, de acordo com o que esperava. Como a curiosidade era grande fui perguntar ao proprietário sobre a massa de pizza, tão impecável, e encontrei respostas vagas, logicamente.
A casa centenária fica em Ubatuba e acho que, uma vez no litoral, vale a pena ser bem paulistano e passar para provar uma pizza do lugar.

Passe lá:
Pizzaria São Paulo
Rua: Dr. Esteves da Silva, 26 - Centro
Ubatuba
(12) 38327457
Couvert médio: R$50,00

3.9.08

Clube Kraft

Me encontrava na fila do suposto clube mais descolado de Campinas a 1h30 da manhã de sexta para sábado esperando pra ver Gui Boratto. Atrás de mim, um grupo de três garotos que sotaque que variava entre paulistano e campineiro contando dos finais de semana em Maresias e na minha frente um casal que fazia malabarismos para atender telefone, acender cigarro, colocar pulseirinha de área vip e continuar se beijando.
Fiquei feliz que entrei na fila correta, aquela de nome na lista, com uma hostess que deveria trabalhar de agente funerária tamanha a depressão. O frio que fazia fora da casa foi compensado brutalmente pela sauna que estava dentro e a cerveja que serviria para refrescar foi tomada 10 minutos depois de chegar ao bar.
A variedade de público da Kraft é imensa, desde os playboys que estavam perto de mim na fila até reggueiros, o pessoal GLS, os homens maduros que acham que tem 18 anos, os zilhões de meninos com bonés, os clubbers e qualquer outro tipo de pessoa. Descobri que o melhor jeito para ninguém esbarrar em você, te queimar, ou derrubar cerveja é dançar porque, de alguma forma, entra-se no ritmo de todos.
Impressionantemente, não esperei para ir ao banheiro, dada a ausência de meninas surtadas que normalmente se encontra em filas de banheiros. Ponto positivo.
A apresentação do Gui Boratto foi ótima, até onde eu possa achar, dado todo o desconhecimento desse tipo de música.
Foi uma experiência interessante mas, realmente, não o meu tipo de lugar.
O clube tem outros tipos de apresentações que não somente eletrônica, como rock (Matanza e Muzzarelas) e samba-rock (como Fred Jorge) o que aumenta ainda mais o leque de opções.
A decoração é diferente, local bastante escuro, com três áreas diferentes, pessoal bastante animado – embora às vezes a animação parecia princípio de briga e o atendimento no bar era condizente com o tanto de gente lá dentro.
É, na realidade, o único lugar que pode-se chegar às 4 horas da manhã e entrar sem problemas, o que, em Campinas, é um oásis – se você gosta desse tipo de balada.
Com nome na lista, paguei R$30,00 de bônus no bar (eufemismo para consumação obrigatória) e gastei mais que isso (Skol em lata R$5,00, Stella Artois RS7,00). Entrada de R$15,00.
Mesmo não tendo adorado o lugar, posso afirmar que prefiro ir lá todos os fins-de-semana à ir em qualquer boate que o pessoal que estava atrás de mim na fila deve ir quando não está na Kraft.

Passe lá (se for sua praia):
Rua Carolina Florence, 1121
Taquaral
Campinas
(19) 32426356
Couvert médio: R$40,00

17.8.08

Bar do Italiano

O Bar do Italiano abriu no cambuí há cerca de quatro meses e há dois meses que passo em frente e nunca entrei, até hoje. Por fora, me parecia um pub e o nome macarrônico me deixava questionando à respeito do tema do bar. Trata-se de um bar que não vi em Campinas ainda, embora ele lembre alguns bares que duraram na cidade por algum tempo, como uma junção de características deles. O Bar do Italiano é todo colorido por dentro, com paredes e vigas de cores diferentes, decorado com quadros de bandas e de cervejas importadas, mesas que poderiam ser de cafés, ambiente que lembra lanchonete carioca que vende suco e uma meia luz típica de bares. No entanto, toda essa confluência de fatores deixou o ambiente com uma cara única e, principalmente, aconchegante demais para os clientes. A música também contribuiu, variando entre clássicos dos anos 60 até Michael Jackson - que tocava quando cheguei e continuou a tocar por um bom tempo.
A hostess foi extremamente simpática e, melhor ainda, eficiente. Os garçons, todos novos e cheios de sorrisos, sempre atentos. O dono do bar, naturalmente o Italiano, aceitou sugestões de cervejas no cardápio.
O bar trabalha com diversas cervejas importadas e nacionais, desde a Weistephaner até a Colorado de Riberão Preto. A escolhida por mim foi a lata de Guiness (R$14,00) que não me foi servida no copo gelado. A casa trabalha com um cardápio de saladas, pratos, porções e lanches todos evidentemente temáticos de acordo com a cultura italiana e usando diversos ingredientes que remetem ao país. Escolhi o lanche no pão (não italiano dessa vez) com mussarela de búfala, rúcula, copa e azeite (R$16,00) muito saboroso e quentinho. A cozinha fechou por volta de meia-noite e fui embora do local (com todas as cadeiras em cima das mesas) as 2h30.
O Bar do Italiano destoa dos bares do cambuí, talvez por isso eu tenha gostado tanto e já colocado na lista dos favoritos. As pessoas que estavam por lá variavam de adolescentes hypados até grupos de 30 e poucos anos.
Pra quem não for tão noturno, o bar abre para almoço também.

Passe lá:
Rua Conceição, 860
Cambuí - Campinas
Telefone (19) 3294-4842
Couvert médio: R$40,00

http://www.bardoitaliano.com.br/

5.7.08

Empório do Nono

Barão Geraldo hoje em dia possui diversos bares para todos os tipos de gostos (mas sem exageros). O Empório do Nono, no entanto, existe desde que o bairro tinha mais barro que bares e continua no mesmo lugar, com a mesma clientela fiel e os maravilhosos petiscos que acompanham a cerveja ou o chopp gelados.
O Nono, como os mais chegados chamam, possui cadeiras na calçada e um ambiente interno aconchegante, bom para os dias de frio. O bar sempre está lotado, em sua maioria por pessoas na faixa dos 30 anos (e mais) e alguns jovens perdidos que tenham mais dinheiro no bolso. Realmente, não é um boteco barato, mas compensa quando o que se pede é o tira gosto de balcão, porção que vem 3 ou 5 petiscos diversos que ficam expostos no balcão - desde azeitonas e queijos, até berinjela empanada com tomate seco. É possíver beber Original, Serramalte e Norteña e o chopp da Brahma.
Os garçons são sempre muito atenciosos embora os mais novos por lá não tenham o mesmo jeito cativante dos que tem anos de casa.
Logicamente, quando te avisam que a cozinha está fechando, em aproximadamente 40 minutos o bar também fecha ou o serviço fica lento para conseguir mais cerveja. A saideira não é costumaz a não ser que você tenha gasto por volta de 200 reais na conta total da mesa.
O Empório do Nono é ideal para happy hour, para uma passada rápida antes de ir para um bar mais agitado e até mesmo para curtir um show com músicas do Chico Buarque toda última quinta-feira do mês. Vá pelos petiscos, pela conversa com amigos interessantes, pela visão da avenida logo à frente. E com dinheiro no bolso.

Passe lá:
Empório do Nono
Av. Albino J. B. de Oliveira, 1128
Barão Geraldo - Campinas
Couvert médio: R$30,00

http://www.emporiodonono.com.br/index.htm

Bar do Jair

O Bar do Jair está em Campinas desde 1989. Eu conheço o bar há pouco tempo mas cheguei a frequentá-lo antes de passar por reforma e ficar gigantesco. O interessante desta reforma é que, mesmo bem grande, o Bar do Jair mantém a atmosfera de boteco e, melhor, de boteco de faculdade. É possível ver todas as figurinhas da Unicamp por lá, bebericando uma cerveja e se deliciando com a maior variedade de baixa gastronomia que já vi. O bar era conhecido pela maravilhosa coxinha de frango e, diante da demanda, creio, criou diversos outros tipos da iguaria, desde a de carne seca até a de berijela para os sempre presentes vegetarianos.
Eu recomendo, no entanto, o lanche de pernil, obrigatório para minha pessoa toda vez que resolvo ficar lá por algumas horas. O atendimento é rápido se você está sentado em uma mesa perto do balcão, mas, de forma geral, os garçons são eficientes (e parecem se divertir tanto quanto os clientes quando a banda começa a tocar).
O ambiente é decorado com bandeiras, uma TV enorme para jogos de futebol, um canto para bandas diversas e muito boas, mesa de sinuca, um banheiro em cada canto do bar e muitas mesas.
O bar, no entanto, fecha cedo, e à uma da manhã já se ouve que a cozinha e o bar estão fechando. Não muito difícil se receber a conta antes de pedí-la. Mas a saideira sempre vem, se se pede com jeitinho para algum garçom de bom humor.
Estacionar o carro é um sufoco se se chega tarde (vulgo 9 da noite), sentar na parte nova com bandas muito empolgadas não permite conversas e erros de quantidade de cervejas na conta acontecem frequentemente. Mas ir com os amigos, comer muito bem e aproveitar esse tempo até ser mandado embora vale a pena.

Passe lá:
Bar do Jair
Rua Eduardo Modesto, 212
Barão Geraldo - Campinas -SP
Couvert médio: R$20,00

http://www.bardojair.com.br/bar.htm

29.4.08

Sabor do Sul (Bar do Seu Pereira)



O Sabor do Sul, para aqueles que o visitam com mais freqüência, ou para aqueles que como eu ao se sentirem confortáveis em um bar já se sentem amigos do dono, é chamado mais informalmente de Bar do Seu Pereira.
O lugar é um empório/restaurante que parece uma antiga vendinha de produtos onde, no lugar dos produtos de limpeza, tem-se diversos tipos de cerveja. O solícito Seu Pereira, assim como seus garçons, explicam detalhadamente qual o tipo de cerveja pode ser bebido de acordo com seu paladar ou sua curiosidade.
Eu, muito curiosa e sedenta por conhecimento, comecei com a Colorado de Ribeirão Preto, passei para Wiehenstephaner, depois para uma Heineken long neck porque nenhum dos homens da mesa queriam continuar bebendo.
O bar do Seu Pereira fica sozinho na rua, aberto até à uma da manhã de terça a domingo e deixa mesinhas na calçadas que são uma delícia para acompanhar o não-movimento da rua.
A idéia de cidade de interior, com o dono do bar conversando com os clientes quando requisitado, a cerveja no ponto certo e com uma variedade incrível deixam o Sabor do Sul propício para fins de tarde e começos de noite apropriados para conversas com amigos.
O local faz propaganda de almoço, como feijoada de 4a e sábado mas posso dizer que à noite o clima é realmente convidativo. E para não faltar conhecimento ao conhecedor e curioso das diversas cervejas que o empório vende, são oferecidas degustações com pequenas palestras ao preço de R$15,00.
Vale a pena matar a sede pelo conhecimento. Muita sede.

Passe lá:
Empório Sabor do Sul
Rua Coriolano, 969
Lapa - São Paulo
11-3801-8259
Visitado em 26 Abril 2008

10.4.08

Cafezal em flor

Soube no sábado em que fui ao Cafezal em flor que o bar existe há 13 anos.
Foram 13 anos que passaram em branco para mim em relação à existência desse bar.
Contudo, andando pelas ruas do cambuí e me deparando com uma lotação incomum no Álcool Íris, me dirigi ao bar outrora ignorado.
Estava muito frio no sábado mas mesmo assim a espera fora do bar, em mesas altas com bancos altíssimos não passou de 15 minutos e logo pude entrar e me sentar em uma mesa confortável. Impressionante poder entrar as 11 da noite e ser bem recebida. Contudo, fui informada que o bar fecharia a uma da manhã o que me causou uma certa descrença dado que todas as mesas estavam lotadas. Descobri ao final da noite que, como nos pubs britânicos, bate-se em um sino e os clientes são avisados que a partir dali somente será servida a saideira.
Ao abrir o cardápio tive uma feliz surpresa ao notar que não se tratava de um cardápio comum de bares, com as típicas porções de batata frita e mandioca. Havia ali diversos tipos de saladas, escondidinhos e tábuas de frios e petiscos. Achei deveras interessante e dado o clima extremamente romântico do bar - em todas as mesas, sem exceção, só tinha casais - pedi um porção de escondidinho de camarão com abóbora e uma porção de cebolinhas picantes em conserva. O último pedido não recomendável a quem esteja em um primeiro encontro, mas deliciosa se a companhia também aprecia o prato.
O garçom estava muito bem humorado embora não muito veloz, mas pude apreciar alguams cervejas bem geladas e uma comida bem preparada que, embora tenha demorado mais que o normal para chegar à mesa, estava deliciosa.
O ambiente é também muito interessante, em uma casa muito antiga, com tijolos a vista e iluminada com diversas velas. A penumbra enfatizava ainda mais o clima romântico e as músicas, embora não do meu gosto, estavam interessantes - num sentido de que eram melhores do que músicas de elevador.
O Cafezal é interessante quando se tem o propósito de sair em casal, para namorar, beber pouquinho, comer bastante e conversar. O bar possui até uma pequena sala-lounge, em frente aos banheiros, na qual é possível se sentar e namorar. Mais.

Passe lá:
Rua Diogo Prado, 40
Cambuí
Campinas - SP
Visitado em 5 Abril 2005

25.1.08

Kabana

Kabana é um bar de praia sem estar na praia. Esse é a primeira impressão que se tem do bar, com areia no chão, várias plantas perto de uma parede pichada com grafites exclusivos e pessoas que se importam mais em se divertir que se vestir bem para a balada.
A área externa do bar é composta por várias mesas, as quais são disputadas a tapas e sempre ocupadas com pessoas que ora conversam, ora estão de olho em outras pessoas.
Kabana é bar de paquera e de muita conversa.
Os djs que animam a noite estão sempre mais focados em reggae, mas também existem as noites rock e samba rock, muito animadas na pista de dança em frente ao balcão. Lá, na verdade, é onde todos mais se divertem, mesmo envoltos em cotovelos, cervejas e muita gente.
O bar oferece um dos lanches mais simples, contudo um dos mais pedidos, que tem a alcunha de boiola, feito de pão francês, tomate, azeite, queijo fresco e orégano. Um dos mais pedidos da casa e com certeza, um dos mais saborosos. Para aqueles que querem matar a fome, o X-kabana consegue satisfazer os mais famintos de todos.
Os garçons e garçonetes são sempre pessoas muito gentis que conseguem, no meio de tanta gente, trazer sua cerveja gelada em pouco tempo.
A entrada no bar é bem dilatada, podendo estar lá até duas e meia da manhã, o que é extremamente significativo no meio boêmio campineiro.
O lado ruim, se é que pode-se falar isso, é que de sexta-feira o bar lota bastante e a fila para entrada é bastante grande.
Preste atenção na decoração do bar, desde a parede do balcão até as portas dos banheiros.
É um bar para quem gosta de se divertir, beber à vontade, sem se preocupar com divisão de contas - afinal a comanda é individual e quer chegar tarde em casa.
É um dos bares que mais recomendo e um dos poucos que Campinas realmente precisava.

Passe lá (mas passe mesmo):
Avenida Romeo Tórtima, 485
Barão Geraldo - Campinas-SP
Tel: 3289-8216
Visitado em 18 Janeiro 2008
www.kabanabar.com.br

City Bar

Qualquer campineiro que se preze tem que ter ido no City Bar alguma vez na vida.
A minha primeira vez, porque sempre tem uma, foi há uns 10 anos atrás. O bar continua o mesmo.
Ainda quer manter o posto de melhor bacalhau do mundo, ainda possui as figuras boêmias de sempre e todos os diversos tipos de pessoas pedindo dinheiro por causas variadas. Nessa noite foram 3: um artista que precisava de dinheiro para a passagem de ônibus, uma pessoa que queria um guaraná e em troca fazia mágicas - que descobrimos o segredo e depois ele confirmou e mais uma pessoa que queria qualquer trocado porque precisava.
City bar é um bar ao lado do Centro de Convivência de Campinas, localizado no meio do Cambuí e que atrai um público devoto e notívagos boêmios que adoram uma mesa de bar ao ar livre.
A cerveja sempre está gelada assim como o tratamento dos garçons, quando resolvem chegar até sua mesa. Eu que não tenho paciência com espera de garçom, lá me dirigi ao balcão para pedir meu copo e uma cerveja. A mensagem foi repassada e 10 minutos depois consegui tomar o primeiro gole.
A grande essência do bar é passar a noite vendo o grau sui generis das pessoas que frequentam o bar, desenvolver seu estranhamento, se divertir com os amigos da sua mesa e lutar pela atenção do garçom.
Tipicamente campineiro, avisa que a cozinha vai fechar em um eufemismo de fechar o bar e a conta é jogada na mesa sem ser pedida. Tratamento boteco campineiro, de costume e que sabe-se que não haverá saideira. Bom o preço da cerveja, que não extrapola como em barzinhos do mesmo bairro mas também não agrada os que gostam de uma cerveja a dois reais.
As porções são sempre saborosas e podemos apreciá-las ao som de carros de playboys no semáfaro ou batidas de carro. É uma vivência intensa da cidade e por tal esse bar nunca fechou.
Bom saber também que se pode chegar tarde da noite, contudo não ir embora tão tarde.
Vale a pena ir a qualquer momento que estiver aberto, seja para o bolinho de bacalhau ou para juntar amigos em um quinta-feira à noite.

Passe lá:
Centro de Convivência
Avenida Júlio de Mesquita, 450
Tel 3252-529
Visitado em 24 Janeiro 2008

22.1.08

Kilimanjaro




Campineiro, como todo paulista, adora um shopping. E lá estava eu, em pleno domingo chuvoso - o que intensifica ainda mais a freqüência ao local, no shopping Iguatemi Campinas, morrendo de fome e sem saber exatamente onde ir.
Fazia tempo que queria voltar ao Kilimanjaro, restaurante de comida contemporânea e light, segundo eles mesmo dizem.
Ao chegar ganhei um canhoto que me dizia que a espera era de quinze minutos e somente esperei algum tempo porque não sabia em qual outro restaurante dos diversos da praça de alimentação que queria ir. Quinze minutos na realidade foram cinco, então logo estava sentada em uma mesa com uma cadeira e o outro lado com banco estofado.
Recebi o cardápio, um tanto confuso com saladas, e pratos, e acompanhamentos e pedi, depois de dez minutos, um suco de abacaxi com hortelã (que notei ser pedido por várias outras pessoas) e uma salada asiática, esta composta por rúcula, shiitake, broto de feijão, torradas com queijo, amendoim e um molho especial - que me arrisco a dizer ser manteiga, sakê e shoyo.
Também foi pedido uma ceaser salad, básica salada de alface americana, croutons, peito e peru em cubos e molho típico e um filet mignon com batatas e shiitake e tomate cereja.
Problema foi que a ceaser salad veio antes e eu fiquei a ver navios. Pedi pela minha salada, que foi terminada quando o filet mignon chegou - minha fome era grande, mas não tão grande a ponto de pedir dois pratos.
A decoração dos pratos era belíssima, tudo muito bem disposto (e servido) em um grande prato quadrado - adoro os pratos quadrados - e com sabor impecável.
O filet mignon estava um ponto a mais do que o que fora pedido e as batatas um ponto a menos do que deveriam ser cozidas, mas mesmo assim, o sabor ainda estava de acordo.
A sobremesa, que poderia ter sido um crème brûlée, não foi pedida por não haver espaço no estômago.
O local é extremamente bem decorado, com aquele estilo moderno mas mesmo assim aconchegante sem ser pedante demais - até onde pode-se não ser, sendo um restaurante à lá carte no meio do shopping Iguatemi.
Interessante notar que todos os garçons eram senhores, nada de mocinhos e mocinhas bonitos que chamam atenção mas não guardam pedidos.
A conta ficou em R$100, o que para um almoço de domingo não é nada convidativo, contudo, acho que esteve de acordo com o que oferecia.
O Kilimanjaro é um restaurante que atrai um público diverso, desde pais com crianças, até casais de namorados, pessoas de trabalho, turistas americanos, socialáites e eu, que queria mesmo era comer um salada deliciosa e não me preocupar que o preço do prato comprava 15 pés de rúcula.
Para um domingo a tarde ou até mesmo um sábado antes de cair na balada, ou ir namorar, ou simplesmente ir apreciar o camarão com purê, que era sugestão do dia e eu não pedi.

Passe lá:
Shopping Iguatemi Campinas
Av. Iguatemi, 777
Vila Brandina - Campinas
Visitado em 21 Janeiro 2008

Delta Blues Bar

O Delta Blues Bar é o único bar de rock que sobrevive a maré de tendências eletrônicas e bares com banda. Sempre esteve lá, há mais de 15 anos, com bandas de blues e rock e um público fiel. Digo isso porque frequento o local desde 1994 e posso afirmar que mesmo depois de reformas e aumentos de preço, ainda mantém o mesmo estilo.
O que tem que se ter em mente quando se está no Delta é vontade de assistir bandas covers em alto e bom som - e por conseguinte não conseguir conversar se estiver perto do palco, não se importar com ventilação e/ou calor demasiado e não estar com fome, porque a comida lá é pedida certa para reinar no banheiro, por dias.
De qualquer forma, é o local ideal para beber e curtir uma banda, diversos estilos passam por lá, desde as manjadas covers de The Doors e Creedende Clearwater até Pearl Jam cover, que foi a última banda que assisti lá.
Neste dia o público estava diferente, mais novo, fazendo roda em frente ao palco, sem as figurinhas notórias das madrugadas boêmicas do bar. Não estavam deixando entrar tantas pessoas, tanto que tive que esperar liberar comandas para entrar - ponto positivo, já que antes demorava-se quinze minutos para se deslocar do bar até o palco de tanta gente lá dentro.
A segurança que fica na porta é sempre muito gentil, as garçonetes, não sei como, conseguem trazer sua cerveja no meio de tanta gente em tempo razoável e o público é sempre muito empolgado.
O Delta ainda mantém seu ambiente esfumaçado, quente e cheio de rock and roll mesmo tendo garçons de saco cheio de servir atrás do balcão - o que foi a primeiríssima vez que vi.
É um bar pra ir sozinho, com turma e com o namorado (a).
Cheguei a 1h30 da manhã e sai as 3h30. Nada mal.
Mas cuidado com a cerveja, porque acompanhar a banda e cantar todas as músicas dá sede, e o preço da long neck não é lá muito convidativo.
E ao final do show, nada como esperar a fila andar nos banquinhos nos quartos ao fundo do bar.

Passe lá:
Av. Andrade Neves, 2042
Tel 19-3242-8166
http://www.deltabluesbar.com.br/
Visitado em 11 Janeiro 2008

8.1.08

Álcool Íris

Conheço o Álcool Íris de longa data, desde outro proprietário que não o atual, e posso afirmar que é um bar que mantém sua proposta há vários anos. Nada mais que uma casa com TVs ligadas em shows ao vivo, penumbra interessante na parte interna, poucas mesas na área externa e shows de violão com uma ou duas pessoas. Falando desta forma, parece que o bar é um típico estabelecimento campineiro, com cerveja cara e Jorge Vercilo no violão. Na realidade, o Álcool Íris é um bar de rock, todo decorado com posters de shows antigos, placas de carros, quadros de nomes famosos do cinema e um aquário que ilumina o ambiente.
A casa cheia de madeira é aconchegante e possui cerveja gelada sempre com porções saborosas, como as de azeitona apimentada e a de provolone. O prato mais conhecido é a panqueca, que vem com uma generosa porção de pão e um molho da escolha do cliente.
A atração musical geralmente é rock e com um setlist muito interessante, que empolga os clientes - incapacitados também de conduzir uma conversa tamanho o barulho que se faz lá dentro.
Contudo, por maior que seja meu amor pelo bar, e sempre dói falar alguma coisa ruim daquele que a gente tanto gosta, minha última passada por lá deixou a desejar. Os garçons estavam demasiadamente perdidos, confundindo pedidos e demorando mais que o suportável para entregar a cerveja. Em termos de petiscos, uma amiga pediu um crepe de maçã que deveria ter sido flambado, mas creio que esta parte do processo fora esquecida, deixando aquela impressão de conhaque com maçã, ao invés do contrário.
Interessante ressaltar que quando fui embora muitas pessoas ainda estavam no bar o que indica que o horário de fechamento talvez tenha se estendido um pouco mais. A dupla que lá estava a se apresentar fez 3 sets, um a mais que o normal, e deixou os clientes bem felizes - até onde eram clientes ou amigos da banda.
O Álcool Íris é um oásis nos bares do Cambuí por ser tão diferente e aconchegante. Não será esse sábado que me fará desistir do bar, mas com certeza me trouxe outros olhos. Mesmo assim, é uma obrigatoriedade passar no local, nem que seja pra sentar na varanda e apreciar o ventinho com um cerveja gelada.

Passe lá:
Rua: Coronel Quirino, 1730
Cambuí - Campinas - Fone: (19) 3254-6895
Visitado em 5 Janeiro 2008

Shogun

Quando se pensa em cultura japonesa e sua gastronomia, se se desvincular da idéia fashion que impregnou nos restaurantes orientais, o que resta é um lugar pequeno, com comida boa e tradicional. O Shogun entra nesse quesito, mesmo situado em um dos bairros que mais concentram restaurantes em Campinas - aqueles que abrem, fecham, ficam uma temporada, se renovam e depois viram botequinho.
Na sexta-feira que fui estava completamente lotado embora tarde da noite (23h, o que para campineiros é, realmente, muito tarde). Consegui uma mesa no centro do restaurante, um dos locais, diga-se de passagem, mais quentes. Até todas as pessoas chegarem e fazermos os pedidos, fomos para fora do restaurante fumar um cigarro. Lá dentro não há local para fumantes e, sinceramente, pelo tamanho do local, nem seria muito bom que houvesse.
A demora no atendimento era latente e o humor das garçonetes não era dos melhores (novamente, tarde da noite). O Festival foi a opção da noite, que inclui sushi, sashimi, guioza, missoshiro, tempurá e yakisoba por R$32,00. Exclui todos os citados com exceção do sushi e sashimi.
O primeiro prato, para quatro pessoas, foi uma generosa porção de sashimi de salmão. E somente salmão. Temperatura ambiente para quase quente, cheio de gordura e, com certeza, rebarbas que não foram utilizadas para algum temaki com cream cheese. Diante de tanto sashimi, o sushi foi pedido novamente e, para surpresa, sushis de pepino, kani kama e um resquício de atum. Em 6 pedaços cada. Sushi não se corta em 8?
Contudo, o arroz era muito bem temperado, o gari (conserva de gengibre) perfeito e a entrada (salada de cenoura com repolho) deliciosa. Mas até onde um restaurante se segura nisso?
Nota-se que o Shogun é muito tradicional no ideal, na proposta, mas na apresentação final, nada disso se aplica.
Sei que o restaurante pode ser melhor por já ter visitado diversas vezes antes. Espero pensar que era o tardar da hora, a pressa para ir embora - que, de tão grande, tive que ouvir da garçonete se queríamos mais alguma coisa da cozinha que ela estava para fechar. Isso foi a primeira vez em um restaurante. Em bares contantemente ouço isso como um eufemismo de "estamos realmente fechando", mas em restaurante, onde eu pensei, ingênua que sou, que a comida é o mais importante, realmente foi a primeira vez.
De qualquer forma, o custo-benefício realmente é bom e quando não se paga muito, não se espera muito também. Triste, porém verdade.

Passe lá (antes das 23h):
Rua Conceição, 800
Centro de Convivência
Cambuí - Campinas
(19) 3254-4238
Visitado em 4 Janeiro 2008

Nosso Bar

Conhecendo os inúmeros bares e botecos que são batizados com o nome do proprietário, sempre seguido de apóstrofe e um logo de cerveja barata na placa, é por demais pretensão chamar seu estabelecimento de Nosso Bar, agregando propriedade do cliente também, como se este o achasse tão seu quanto o dono.
Creio que para chamar um bar de Nosso, este tem que preencher alguns quesitos básicos: me fazer sentir confortável, sempre chamar algum amigo para ir, aquele que eu sempre me lembro se cogito ir ao bar e ter uma cerveja perfeita. Não sei desde quando o Nosso Bar se chama Nosso Bar, mas posso afirmar que desde a primeira vez que fui não vi um nome mais apropriado.
O Nosso Bar fica dentro do Mercado Municipal de Campinas, em uma das bancas e, dada sua localização, se preocupar com lugar para sentar é por demais subestimar o intuito do local. Os poucos bancos que lá existem às vezes nem são ocupados, sendo preteridos pelo aconchegante e apertado balcão, juntamente com a gritaria dos garçons e das pessoas que estão por ali.
Os garçons são um caso à parte, sempre com um humor peculiar e de um sarcasmo refinado, tirando muito sarro da cara dos clientes que não se importam de maneira alguma, ficando cada vez mais confortáveis, como se estivessem entre amigos. Também possuem conhecimento vasto dos vários tipos de cerveja que o bar vende, o que são cerca de 300, e dão sugestões para clientes interessados em degustações.
A gastronomia não fica atrás, baseando-se em lanches grandes e saborosos; a pedida da vez foi um pastel de bacalhau bem sequinho e com bastante recheio. Para alimentar a alma foram um chopp da Guiness, uma garrafa de Paulaner, uma Sapporo, uma Old Speckle Hen e algumas Originais para não deixar todo o salário lá, afinal, as cervejas importadas não são baratas, variando de R$17,00 a garrafa até R$300 por uma trapista.
Ao final do turno, como em um pub, um sino é tocado e todos sabem que, infelizmente, é hora de ir embora. Interessante é convidar pessoas que nunca foram lá e propor "Vamos ao Nosso Bar?" e o olhar de curiosidade e estranhamento surge até a explicação de que, não, não é nosso, mas vai ser.

Passe lá:
Rua Barão de Jaguara, 988,
Box 2
Centro, Campinas
Tel. (19) 3233.9498
Visitado em 5 Janeiro 2008

17.12.07

CB BAR



Cheguei em São Paulo e em contato com amigos que não via há algum tempo, fui informada da noite que seria servido o lanche que Elvis tanto adorava, o qual foi atribuído sua morte (e sua obesidade). Nada mais que um pão francês com bacon frito, pasta e amendoim e geléia de uva.
Como uma pessoa que estuda Gastronomia, é mais que dever experimentar tudo; não pedi um lanche para mim, mas dei duas mordidas no famoso colosso calórico agridoce que era o lanche do Elvis.
Posso afirmar que, sim, é muito bom, se você gosta de pratos agridoces, brie com mel, molho tarê, caramelo balsâmico e por aí vai. Um amigo não conseguiu terminar o lanche, enquanto o outro finalizou em cinco minutos.
Cheguei bem cedo, por volta das 21h30 o que, para um bar, não é muito interessante em termos de curtição, mas ótimo para aquisição de mesas privilegiadas.
Atendimento peculiar, com uma garçonete deveras mal humorada - que fui saber depois ser a mais legal do recinto. Cervejas variadas, a preços modestos considerando a cidade de São Paulo (Stella Artois e Dos equis por R$6.50). Meu lanche escolhido foi o Do chef, hamburguer de 200gr, com queijo gruyere e pimenta jalapeño e batatas fritas por R$16,90. Hamburguer fantástico, pão macio mas pouco queijo. A batata parecia ter sido feita por alguém que não faz idéia do quão importante a temperatura do óleo é para fritura.
Por volta de meia noite o bar começou a encher, as duas a banda Moptop entrou sem deixar muita gente empolgada, mas no meu passeio até o palco, notei alguns poucos fãs tirando foto. Eu inclusa.
O CB BAR é um típico inferninho, sem janelas, com banheiro pequeno e sempre ocupado (embora bem perto da porta, ao contrário do masculino, o qual tinha que atravessar toda a platéia para chegar) e muito barulho. Um dos tipos de lugares que mais gosto, diga-se de passagem.
Fui embora às 3 da manhã, deixando muito dinheiro no caixa mas com a sensação de que o lugar me agradou demais. Seja pelo filme do Elvis que estava passando no telão, os quadros de filmes trashs que decoravam as paredes, o atendimento rápido no balcão e até a garçonete que, entre diversos bêbados na pista, conseguia trazer a cerveja gelada até nossa mesa. Mas com certeza não foi pelo set do João Gordo, que depois de famoso, acha que pode colocar músicas pitorescas só porque acha que é bacana. Não é.

Passe lá:
Rua Brigadeiro Galvão, 871
Barra Funda - São Paulo
Tel 11- 3666-8971
Visitado em 14 Dezembro 2007

14.12.07

América

O que é comer em um quilo chique, não?
Não estou reduzindo o America à apenas um restaurante de comida à quilo, mas na hora do almoço, shopping lotado, foi a opção escolhida. A dica foi do meu irmão que ao dizer que o bufê de saladas era ótimo, me fisgou na hora.
Depois de decidir qual a opção da refeição (através de um cardápio um tanto complicado), escolhi o bufê de saladas com um prato quente (filé mignon com batatas grelhadas e creme de espinafre) por R$29,90.
Realmente a variedade era grande, com cuscus marroquino, enroladinhos de abobrinha com tomate seco, tabule com quinua, alcachofra com alfafa e um molho de azeitona. Tudo muito chique, diga-se de passagem. Peguei tudo isso mais aspargos, que estavam perfeitamente cozidos. O prato chegou e meu filé mignon me remeteu à uma imagem de desenho: quando algum caminhão passava em cima de um personagem e ele ficava fino como papel, cheio de marcas de pneu e com aquela cara de morto. Mas o creme de espinafre estava com um sabor delicioso, apesar do aspecto e cor de fralda suja de neném.
Como ultimamente vem acontecendo, o atendimento dos garçons foi ótimo e ao pagarmos a conta nos foi colocada a opção de pagar 10%, o que fizemos.
Como um restaurante conceituado, o América é um ótimo restaurante por quilo.
E como restaurante por quilo, o América é um restaurante conceituado demais.
Vale a pena como opção para quem quer variar as saladas em restaurante por quilo (pois oferece a opção só do bufê de saladas) e não se preocupa com preço. Eu fui em um almoço de família e quem fez as honras foi meu pai, mas, para um almoço, R$160 é um pouco abusivo.

Passe lá (se necessário):
Shopping Pátio Higienópolis
Av. Higienópolis, 618 ou R. Dr. Veiga Filho, 133
Higienópolis - São Paulo - SP
Visitado em: 14 Dezembro 2007

10.12.07

Bráz Pizzaria



Voltei à pizzaria Bráz depois de muito tempo. Havia ido quando fora inaugurada em Campinas e me lembrava com carinho de uma entrada que, na época, quase me fez recusar a pizza para somente poder degustá-la.
Cheguei 11 horas da noite de um Domingo e fui extremamente bem atendida, apresentada ao garçom que me serviria e agraciada com um chopp geladíssimo. Logo descobri o nome da entrada de massa fininha de pizza, com mussarela, alecrim, azeite e sal grosso:
Corniccione Bráz, recomendo imensamente.
A pizza da vez foi dividida em duas porque não consegui decidir em apenas uma: meia
Primo (Rodelas de tomate caqui, mussarela especial e fatias de presunto tipo parma) e meia Paulistana (Mussarela especial, queijo defumado ralado, pedaços de tomates frescos e lascas de azeitonas pretas).
Creio que o grande segredo do Bráz é deixar uma pessoa como eu, que adora massa grossa e fofa, e aqueles que gostam de massa fina felizes, pois o resultado final deles é uma massa fina (não tão fina com o cariocas fazem) mas extremamente macia, exatamente o ponto certo. E qualquer cobertura é disposta com zelo e capricho de forma a cada fatia ficar linda no prato, com ingredientes fresquíssimos. Difícil não obter um resultado final maravilhoso e também se questionar como outras pizzarias não têm o mesmo capricho. Nesse sentido, é quase impossível achar uma pizza com uma qualidade igual (embora o preço, salgadíssimo, também se encontre por aí).
O ambiente que parece simples, com aquela áurea boteco, acaba por se tornar aconchegante e os garçons são simpáticos até demais, quase como querendo que o cliente termine logo o pedaço de pizza para ele poder esvaziar a caixa. Vou considerar o tarde da hora, não diminuindo minha irritação no momento. Para quem achar isso um problema, a casa tem delivery também.
De qualquer foram, o único problema do Bráz é te incapacitar de apreciar pizzas em outros restaurantes pois toda e qualquer uma que se saboreie não estará no mesmo nível.

Passe lá:
Bráz Campinas
Avenida Benjamin Constant, 1963, Cambuí
tel: (19) 3251-0044
em domicílio: (19) 3251-4444
Visitado em: 9 Dezembro 2007