Não posso afirmar que conheço todas as culinárias, muito menos que as entendo. Das que entendo, consigo recriar baseada no que sei e reproduzir o clássico. A culinária árabe é aquela, no entanto, que fico boquiaberta - e feliz - por não conhecer e sempre me surpreender com os sabores.
O leigo diria que tem-se como base o hortelã, kafta, babaganuche, homus, pão pita e zátar (zaatar).
Eu diria o mesmo!
Estou fascinada com restaurante que me proporcione rodízios/degustações a preços interessantes e que me introduzam sabores novos. Sempre fui curiosa pela culinária árabe, mas nunca me aprofundei no assunto. No entanto, tive uma experiência interessante no Aroma Árabe.
Cheguei para almoçar em um horário péssimo (para quem trabalha no restaurante): 14h. O sistema da casa funciona com um preço para o pequeno rodízio (que inclui um self-service e pratos pedidos na mesa) e o rodízio completo (tudo na mesa); dado o horário, a garçonete sugeriu, muito honestamente, que escolhêssemos o rodízio completo pois assim teríamos uma comida mais fresca, feita na hora. Decidido pela sugestão dela, então.
E que ótima sugestão!
A comida estava sendo feita na hora pois conseguia ouvir o barulho da cozinha e não havia mais nenhum cliente no recinto.
O couvert incluia pães quentinhos e uma trilogia de babaganuche (pouco temperada), homus e coalhada seca, em um textura exuberante e saborosíssima. Minha fome estava quase morta ali.
Mas seguiu-se kafta, com delicioso gostinho de leite, charutinhos de folha de uva, arroz com lentilha, falafel (muito seco) e a maravilhosa abobrinha recheada. Esta, até hoje, com o sabor indescritível na minha cabeça.
A conta não deu 35 reais para cada um e pude comer muito, sempre me questionando o tempero usado. Milhões de questões na cabeça, sem saber de onde vinham aqueles sabores estranhos e deliciosos. Uma cozinha sem medo de ser de raíz, original e para aqueles que apreciam sua culinária.
Uma vez que Papai Salim não satisfaça mais, o Aroma Árabe proporciona melhor atendimento e uma cozinha peculiar, que não tem medo do cliente que não conhece seu sabor. A cozinheira chef, diz-se, está na área há 27 anos.
Nada melhor que ser bem servido, com comida diferente e feita na hora.
Inspirador.
Passe lá:
Aroma Árabe
Av. Júlio de Mesquita,73
Campinas - SP
(19) 3255-8251
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12.12.09
Ryuu
Assim como já achei que entendia muito de botecos, também já achei que entendia muito de restaurantes japoneses. Ao menos os de Campinas. De todos que existem na cidade, posso afirmar que não fui em apenas dois.
Felicidade a minha quando me deparei com o Ryuu.
Tinha como o melhor Matsu, independente da Veja o classificar como o melhor.
Ryuu abriu suas portas em junho de 2009 e vi a festa de inauguração de longe pois sempre passo perto do local na volta do trabalho. Comecei a notar a propaganda em alguns veiculos da mídia mas a minha curiosidade persistia simplesmente por ser um novo restaurante japônes na cidade e eu queria saber se era bom ou não.
Para mim, restaurante que se presta a servir comida japonesa tem, no mínimo, que ter peixe fresco. Nem me arrisco a exigir karê ou qualquer outro tipo de comida típica que não seja o sushi e sashimi, mas quero, ao menos, que façam o básico e bem feito.
A decoração do lugar me atraiu porque é cool demais, moderninha demais, diferente demais para ser algo bom. E eu tinha que conhecer, com o medo gritante que seria mais uma baladinha/restaurante estilo Kindai.
A primeira vez que fui foi em um almoço de sábado. Cheguei e me sentei nas mesas do fundo onde o ar condicionado parecia mais potente. A casa trabalha com menu degustação o que, achei a princípio, um eufemismo de rodízio. Ledo engano.
O Ryuu trabalha com o conceito de degustação no sentido de pequenas porções, podendo ser repetidas a bel prazer, em sequencias com um tempo admissível entre um prato e outro, de forma a deixá-lo com vontade de comer o próximo prato sem se estafar.
Caso se peça a degustação - o que é de longe a melhor opção - pode-se ter sunomono ou uma saladinha de primeira entrada. O garçon logo pede se o temaki é desejado e qual peixe se quer - salmão, prego ou atum - e se guarnecido com cream cheese e cebolinha. O pedido sempre é atum e cebolinha sem cream cheese.
Segue-se o rolinho primavera com o molho mais delicado que já comi, agridoce no ponto que deve ser, juntamente com wonton de cream cheese - este sim, delicioso com o quejo.
O prato de sushi e sashimi chega, devidamente escolhido anteriormente pelos clientes. A escolha sempre é peixe prego e atum, fresquíssimos e um pouco de salmão, sempre muito bom também.
O camarão empanado chega com o mesmo molho do guioza (antes terrível, mas depois da terceira vez estava apimentado e delicado como deve ser) e segue com o salmão levemente grelhado com gergelim preto e branco e um crocante de batatas.
Esse prato eu sempre passo porque ocupa espaço demais no estômago e é batido além da conta.
Quando os sushimen estão inspirados, pode-se receber uma porção de peixe prego levemente grelhado com molho apimentado de abacaxi (que eles devem achar que é um super segredo mas eu mesma já comprei em um mercado na Liberdade em São Paulo) ou então um fantástico pseudo-cebiche de prego com a péssima, porém coerente, maionese, limão e gengibre. Uma surpresa boa e rara por lá (das cinco vezes que fui, comi apenas uma vez).
O shimeji e shiitake na manteiga e, o que eu acredito, um pouco de missô e shoyu estão disponíveis sempre, a não ser que o despreparado graçon afirme que não se encontra mais no mercado até o prócximo garçon lhe trazer uma porção.
O diferencial, assim como escrevem no menu, é o shoyu. Na verdade, afirmam que a garrafinha de shoyu diferencia um restaurante de outro, e a deles é linda. Mas o mais importante é seu conteúdo e nela está um shoyu que não é puro e sim misturado com outros ingredientes que consigo quase afirmar que sei quais são, mas não me arrisco.
De sobremesa, vá com o Melona de melão, morango, banana ( o preferido) ou outro sabor que não me lembro.
O ambiente é delicioso, extremamente aconchegante, com opções de bebidas alcoolicas (Stella Artois a R$4,00) e sucos fresquinhos.
Ryuu se propõe a servir o básico e o original. O peixe, sempre fresco, chega na casa com frequencia alta, aquela que garante que não se morda um pedaço lindo de sashimi congelado. E sempre pode-se contar com o delicioso peixe prego, para mim, a melhor combinação com o atum.
Almoço ou jantar, o atendimento sempre será muito bom e a casa sempre cheia.
Passe lá:
Ryuu
Av. João Mendes Jr., 427 - Cambuí (paralelo a Norte-Sul)
Campinas - SP
(19) 3325-4101
Aberto para almoço e jantar - Terça a Domingo
Felicidade a minha quando me deparei com o Ryuu.
Tinha como o melhor Matsu, independente da Veja o classificar como o melhor.
Ryuu abriu suas portas em junho de 2009 e vi a festa de inauguração de longe pois sempre passo perto do local na volta do trabalho. Comecei a notar a propaganda em alguns veiculos da mídia mas a minha curiosidade persistia simplesmente por ser um novo restaurante japônes na cidade e eu queria saber se era bom ou não.
Para mim, restaurante que se presta a servir comida japonesa tem, no mínimo, que ter peixe fresco. Nem me arrisco a exigir karê ou qualquer outro tipo de comida típica que não seja o sushi e sashimi, mas quero, ao menos, que façam o básico e bem feito.
A decoração do lugar me atraiu porque é cool demais, moderninha demais, diferente demais para ser algo bom. E eu tinha que conhecer, com o medo gritante que seria mais uma baladinha/restaurante estilo Kindai.
A primeira vez que fui foi em um almoço de sábado. Cheguei e me sentei nas mesas do fundo onde o ar condicionado parecia mais potente. A casa trabalha com menu degustação o que, achei a princípio, um eufemismo de rodízio. Ledo engano.
O Ryuu trabalha com o conceito de degustação no sentido de pequenas porções, podendo ser repetidas a bel prazer, em sequencias com um tempo admissível entre um prato e outro, de forma a deixá-lo com vontade de comer o próximo prato sem se estafar.
Caso se peça a degustação - o que é de longe a melhor opção - pode-se ter sunomono ou uma saladinha de primeira entrada. O garçon logo pede se o temaki é desejado e qual peixe se quer - salmão, prego ou atum - e se guarnecido com cream cheese e cebolinha. O pedido sempre é atum e cebolinha sem cream cheese.
Segue-se o rolinho primavera com o molho mais delicado que já comi, agridoce no ponto que deve ser, juntamente com wonton de cream cheese - este sim, delicioso com o quejo.
O prato de sushi e sashimi chega, devidamente escolhido anteriormente pelos clientes. A escolha sempre é peixe prego e atum, fresquíssimos e um pouco de salmão, sempre muito bom também.
O camarão empanado chega com o mesmo molho do guioza (antes terrível, mas depois da terceira vez estava apimentado e delicado como deve ser) e segue com o salmão levemente grelhado com gergelim preto e branco e um crocante de batatas.
Esse prato eu sempre passo porque ocupa espaço demais no estômago e é batido além da conta.
Quando os sushimen estão inspirados, pode-se receber uma porção de peixe prego levemente grelhado com molho apimentado de abacaxi (que eles devem achar que é um super segredo mas eu mesma já comprei em um mercado na Liberdade em São Paulo) ou então um fantástico pseudo-cebiche de prego com a péssima, porém coerente, maionese, limão e gengibre. Uma surpresa boa e rara por lá (das cinco vezes que fui, comi apenas uma vez).
O shimeji e shiitake na manteiga e, o que eu acredito, um pouco de missô e shoyu estão disponíveis sempre, a não ser que o despreparado graçon afirme que não se encontra mais no mercado até o prócximo garçon lhe trazer uma porção.
O diferencial, assim como escrevem no menu, é o shoyu. Na verdade, afirmam que a garrafinha de shoyu diferencia um restaurante de outro, e a deles é linda. Mas o mais importante é seu conteúdo e nela está um shoyu que não é puro e sim misturado com outros ingredientes que consigo quase afirmar que sei quais são, mas não me arrisco.
De sobremesa, vá com o Melona de melão, morango, banana ( o preferido) ou outro sabor que não me lembro.
O ambiente é delicioso, extremamente aconchegante, com opções de bebidas alcoolicas (Stella Artois a R$4,00) e sucos fresquinhos.
Ryuu se propõe a servir o básico e o original. O peixe, sempre fresco, chega na casa com frequencia alta, aquela que garante que não se morda um pedaço lindo de sashimi congelado. E sempre pode-se contar com o delicioso peixe prego, para mim, a melhor combinação com o atum.
Almoço ou jantar, o atendimento sempre será muito bom e a casa sempre cheia.
Passe lá:
Ryuu
Av. João Mendes Jr., 427 - Cambuí (paralelo a Norte-Sul)
Campinas - SP
(19) 3325-4101
Aberto para almoço e jantar - Terça a Domingo
Marcadores:
Passe lá,
Restaurante,
Restaurante Oriental,
SP
18.8.09
Pizzaria São Paulo - Ubatuba
Já comi em muitas pizzarias, daquelas clássicas da cidade de Campinas (não muitas) até aquelas com exemplares de R$6,00 que chamam de "atum e tomate". Em uma visita longa a Ubatuba, procurando sabores familiares acabei me surpreendendo com, sem excessos aqui, a melhor pizza que já comi até agora.
Começamos descaradamente com uma desgustação de azeite. A casa possui mais de 40 rótulos e escolhi 10 destes, para serem saboreados com uma entrada de massa de pizza. Somente.
Um grande pedaço de massa de pizza assada a perfeição que foi divida em dois e degustada aos pequenos pedaços com os variados tipos de azeites escolhidos. Dos italianos, brasileiros e gregos que provei foi o português orgânico que ganhou de todos. Chama-se ALFANDAGH, 0,7% de acidez máxima, extra-virgem. Delicioso e escolhido para acompanhar as pizza pedida.
A escolhida foi, depois de muito tempo, Maçarico, com deliciosos pedaços de pancetta, cortados finamente e muito crocantes.
A casa, além de expor seus variados azeites em cima do balcão e em prateleiras altas, decora o chão com diversas latas de tomate pelado italiano ( o que não acho que estaria muito de acordo com a vigilância sanitária) e possui atendimento bom, de acordo com o que esperava. Como a curiosidade era grande fui perguntar ao proprietário sobre a massa de pizza, tão impecável, e encontrei respostas vagas, logicamente.
A casa centenária fica em Ubatuba e acho que, uma vez no litoral, vale a pena ser bem paulistano e passar para provar uma pizza do lugar.
Passe lá:
Pizzaria São Paulo
Rua: Dr. Esteves da Silva, 26 - Centro
Ubatuba
(12) 38327457
Couvert médio: R$50,00
Marcadores:
Passe lá,
Pizzaria,
Restaurante
11.11.08
Chopp Time
A primeira idéia que se passa quando o nome de um bar remete a um programa de TV de vendas de produtos sem muito uso é a mesma de quando o tal programa passa na TV: você não quer ficar assistindo, mas acaba perdendo algumas horas com ele.
O bar é realmente bonito, todo em madeira, com três espaços - exterior, interior e mezanino. Banheiro limpo, arejado e sem filas. O bar trabalha com os insuportáveis e inaudíveis cantores de banquinho e violão, com o mesmo repertório e volume acima do necessário. Couvert de R$4.
O tardar da noite não impossibilitou alguns chopes, que, evidentemente, eram trazidos com maior vagareza ao passar dos minutos. A cozinha demorou a fechar e pude pedir um Cambuí Street Especial, que consistia em diversas carnes, queijo, molhos e gorgonzola. O que eu senti foi gorgonzola, com molho de gorgonzola e pedaços de gorgonzola. R$20. O cardápio é um pouco confuso pela variedade e quantidade de opções; há quem ache muitas opções uma boa qualidade mas creio que menos é mais - assim como o gorgonzola deveria ser.
Os chopes eram marcados em uma comanda na mesa o que facilitou a contagem, nem muito alta, de quantos reais seriam gastos lá. R$3,90 tulipa de 300 ml.
Os garçons estavam pedindo educadamente que fôssemos embora dado que não havia mais uma viva alma no bar e os funcionários já estavam fazendo a ceia. Como não haveria mais nenhum outro bar em que se pudesse chegar as 3 da manhã e a conta já estava salgada, decidimos aceitar o pedido e ir embora.
O bar abre para almoço, happy hour e jogos de futebol. Assim como o canal de compras, muitas opções sem muita qualidade em cada, mas razoável se você não tem uma variedade de escolha.
Passe longe:
Centro de Convivência - Cambuí - Campinas
Couvert médio: R$30
O bar é realmente bonito, todo em madeira, com três espaços - exterior, interior e mezanino. Banheiro limpo, arejado e sem filas. O bar trabalha com os insuportáveis e inaudíveis cantores de banquinho e violão, com o mesmo repertório e volume acima do necessário. Couvert de R$4.
O tardar da noite não impossibilitou alguns chopes, que, evidentemente, eram trazidos com maior vagareza ao passar dos minutos. A cozinha demorou a fechar e pude pedir um Cambuí Street Especial, que consistia em diversas carnes, queijo, molhos e gorgonzola. O que eu senti foi gorgonzola, com molho de gorgonzola e pedaços de gorgonzola. R$20. O cardápio é um pouco confuso pela variedade e quantidade de opções; há quem ache muitas opções uma boa qualidade mas creio que menos é mais - assim como o gorgonzola deveria ser.
Os chopes eram marcados em uma comanda na mesa o que facilitou a contagem, nem muito alta, de quantos reais seriam gastos lá. R$3,90 tulipa de 300 ml.
Os garçons estavam pedindo educadamente que fôssemos embora dado que não havia mais uma viva alma no bar e os funcionários já estavam fazendo a ceia. Como não haveria mais nenhum outro bar em que se pudesse chegar as 3 da manhã e a conta já estava salgada, decidimos aceitar o pedido e ir embora.
O bar abre para almoço, happy hour e jogos de futebol. Assim como o canal de compras, muitas opções sem muita qualidade em cada, mas razoável se você não tem uma variedade de escolha.
Passe longe:
Centro de Convivência - Cambuí - Campinas
Couvert médio: R$30
Marcadores:
Bar,
Passe Longe,
Restaurante
17.8.08
Bar do Italiano
O Bar do Italiano abriu no cambuí há cerca de quatro meses e há dois meses que passo em frente e nunca entrei, até hoje. Por fora, me parecia um pub e o nome macarrônico me deixava questionando à respeito do tema do bar. Trata-se de um bar que não vi em Campinas ainda, embora ele lembre alguns bares que duraram na cidade por algum tempo, como uma junção de características deles. O Bar do Italiano é todo colorido por dentro, com paredes e vigas de cores diferentes, decorado com quadros de bandas e de cervejas importadas, mesas que poderiam ser de cafés, ambiente que lembra lanchonete carioca que vende suco e uma meia luz típica de bares. No entanto, toda essa confluência de fatores deixou o ambiente com uma cara única e, principalmente, aconchegante demais para os clientes. A música também contribuiu, variando entre clássicos dos anos 60 até Michael Jackson - que tocava quando cheguei e continuou a tocar por um bom tempo.
A hostess foi extremamente simpática e, melhor ainda, eficiente. Os garçons, todos novos e cheios de sorrisos, sempre atentos. O dono do bar, naturalmente o Italiano, aceitou sugestões de cervejas no cardápio.
O bar trabalha com diversas cervejas importadas e nacionais, desde a Weistephaner até a Colorado de Riberão Preto. A escolhida por mim foi a lata de Guiness (R$14,00) que não me foi servida no copo gelado. A casa trabalha com um cardápio de saladas, pratos, porções e lanches todos evidentemente temáticos de acordo com a cultura italiana e usando diversos ingredientes que remetem ao país. Escolhi o lanche no pão (não italiano dessa vez) com mussarela de búfala, rúcula, copa e azeite (R$16,00) muito saboroso e quentinho. A cozinha fechou por volta de meia-noite e fui embora do local (com todas as cadeiras em cima das mesas) as 2h30.
O Bar do Italiano destoa dos bares do cambuí, talvez por isso eu tenha gostado tanto e já colocado na lista dos favoritos. As pessoas que estavam por lá variavam de adolescentes hypados até grupos de 30 e poucos anos.
Pra quem não for tão noturno, o bar abre para almoço também.
Passe lá:
Rua Conceição, 860
Cambuí - Campinas
Telefone (19) 3294-4842
Couvert médio: R$40,00
http://www.bardoitaliano.com.br/
A hostess foi extremamente simpática e, melhor ainda, eficiente. Os garçons, todos novos e cheios de sorrisos, sempre atentos. O dono do bar, naturalmente o Italiano, aceitou sugestões de cervejas no cardápio.
O bar trabalha com diversas cervejas importadas e nacionais, desde a Weistephaner até a Colorado de Riberão Preto. A escolhida por mim foi a lata de Guiness (R$14,00) que não me foi servida no copo gelado. A casa trabalha com um cardápio de saladas, pratos, porções e lanches todos evidentemente temáticos de acordo com a cultura italiana e usando diversos ingredientes que remetem ao país. Escolhi o lanche no pão (não italiano dessa vez) com mussarela de búfala, rúcula, copa e azeite (R$16,00) muito saboroso e quentinho. A cozinha fechou por volta de meia-noite e fui embora do local (com todas as cadeiras em cima das mesas) as 2h30.
O Bar do Italiano destoa dos bares do cambuí, talvez por isso eu tenha gostado tanto e já colocado na lista dos favoritos. As pessoas que estavam por lá variavam de adolescentes hypados até grupos de 30 e poucos anos.
Pra quem não for tão noturno, o bar abre para almoço também.
Passe lá:
Rua Conceição, 860
Cambuí - Campinas
Telefone (19) 3294-4842
Couvert médio: R$40,00
http://www.bardoitaliano.com.br/
29.4.08
Sabor do Sul (Bar do Seu Pereira)
O Sabor do Sul, para aqueles que o visitam com mais freqüência, ou para aqueles que como eu ao se sentirem confortáveis em um bar já se sentem amigos do dono, é chamado mais informalmente de Bar do Seu Pereira.
O lugar é um empório/restaurante que parece uma antiga vendinha de produtos onde, no lugar dos produtos de limpeza, tem-se diversos tipos de cerveja. O solícito Seu Pereira, assim como seus garçons, explicam detalhadamente qual o tipo de cerveja pode ser bebido de acordo com seu paladar ou sua curiosidade.
Eu, muito curiosa e sedenta por conhecimento, comecei com a Colorado de Ribeirão Preto, passei para Wiehenstephaner, depois para uma Heineken long neck porque nenhum dos homens da mesa queriam continuar bebendo.
O bar do Seu Pereira fica sozinho na rua, aberto até à uma da manhã de terça a domingo e deixa mesinhas na calçadas que são uma delícia para acompanhar o não-movimento da rua.
A idéia de cidade de interior, com o dono do bar conversando com os clientes quando requisitado, a cerveja no ponto certo e com uma variedade incrível deixam o Sabor do Sul propício para fins de tarde e começos de noite apropriados para conversas com amigos.
O local faz propaganda de almoço, como feijoada de 4a e sábado mas posso dizer que à noite o clima é realmente convidativo. E para não faltar conhecimento ao conhecedor e curioso das diversas cervejas que o empório vende, são oferecidas degustações com pequenas palestras ao preço de R$15,00.
Vale a pena matar a sede pelo conhecimento. Muita sede.
Passe lá:
Empório Sabor do Sul
Rua Coriolano, 969
Lapa - São Paulo
11-3801-8259
Visitado em 26 Abril 2008
11.2.08
Ilê bem Brasil
Como todo paulista diante da chuva ou se vai às compras ou ao desbunde gastronômico. Quando se se encontra em uma pequena ilha, com uma pequena vila, todo o artesanato local começa a se tornar repetitivo e não se quer mais comprar camisetas, cangas ou canecas com o nome do local; parte-se então para todos os restaurantes da região, degustando da comida de praia que sempre é boa com sol. Sem sol, a paulista aqui fica mais chata.
Passei o carnaval em Ilha Grande no Rio de Janeiro e postarei algumas críticas de restaurante visitados em todos os dias de chuva que fiquei por lá.
No primeiro dia em que cheguei, sábado a noite, cansadíssima, resolvi que ia comer fora porque A) não havia restaurante na pousada e B) pior que a irritação da demora da viagem só a de fome mesmo.
Segui por uma rua muito charmosa, chamada de Buganville, onde se encontravam algumas lojas, pousadas e restaurantes. Depois de um pequena análise crítica de quem havia viajado 7h de carro, esperado 2h30 pela escuna e depois pego um percurso bem conturbado de mar de 1h45, decidi que o jantar, às 22h, seria no restaurante Ilê bem Brasil.
Ilê bem Brasil, descobri no dia seguinte, também vende brincos, bolsas e tem um estúdio de tatuagem. Aquela hora da noite tinha somente um casal e poucas mesas e achei que um restaurante brasileiro seria ótimo; sem frescura, sem demora, comida de casa logo na mesa.
Ledo engano.
Ilê bem Brasil se auto denomina restaurante de comida brasileira, vegetariana e internacional, com uma bela bandeira brasileira no nome. Deveria ser o cansaço, mas decidi ficar por lá.
Fui extremamente bem atendida, por uma garçonete que acho ser filha da dona do local que me levou o cardápio, extremamente enxuto, e voltou a cozinha.
Como não estava sozinha o pedido foi de duas cervejas, que descobri na hora que foi servida se tratar de lata (R$3,00) e quente. O pedido foi um escondidinho de camarão (R$7,00), um salada variada (R$17,00) e um cozido de legumes com carne de sol (R$37,00).
Vamos à parte boa do restaurante: decorado com pequenos livros de literatura de cordel pendurados em um varal, meia luz em todo o ambiente, clima intimista e romântico e atendimento atencioso.
Agora vamos a todo o resto: no total o serviço ficou em duas horas, desde a cerveja quente à conta que demorou seis chamados sem efeito pela garçonete. O escondidinho chegou, bem quente, mas sem qualquer tempero. Sal e pimenta foram requisitados e o pedido de desculpas chegou em seguida pela demora em sua entrega. O molho de pimenta estava divino e quando perguntei quais pimentas ali tinham não obtive resposta pois o molho era comprado e não feito por lá - diga-se de passagem, o que era mais saboroso por lá.
Quinze minutos depois chegou a salada, que consistia em quatro folhas de rúcula, beterraba e cenouras raladas, queijo indefinido e cebolas em conserva. Tudo quente.
Mais vinte minutos e chega a panela de ferro com o cozido de legumes e arroz. Começo a mexer na panela, procurando o que queria comer e notei que não havia carne. A carne de sol que imaginei ser cozida juntamente com os legumes.
Pergunto a garçonete onde está a carne de sol e ela me diz que não existe neste prato. Digo que não e ela corre à cozinha para perguntar. Recebo a resposta de que a carne vem à parte.
Chega, então, a suposta carne de sol. Um contra-filé em porção para quatro pessoas - e estávamos em duas, com sal grosso aparente e completamente crua no meio. E ouço mais um pedido de desculpas.
A fome era maior que qualquer coisa, então cerca de metade de toda a comida foi consumida, entre reclamações de como a carne estava crua e salgada e o cozido sem sabor algum.
Não sei realmente o que foi pior: o cansaço da viagem e a única vontade de matar a fome, ou a expectativa por causa do cansaço de que aquele restaurante poderia ser minimamente bom.
Somente sei que a mesa ao meu lado teve suas pessoas indo embora entre a entrega do menu e a volta da garçonete, talvez por ter ouvido todo tipo de reclamação sobre o seviço e a comida que eu tinha consumido.
Se a idéia é se alimentar em Abraão, definitivamente não vá ao Ilê bem Brasil. Quem sabe comprar bolsas e fazer tatuagens seja mais interessante, porque comida, realmente, não é o forte deles.
Passe longe:
Galeria/Rua Buganville
Abraão - Ilha Grande - Angra dos Reis - RJ
Visitado em 2 Fevereiro 2008
Marcadores:
Passe Longe,
Restaurante,
Restaurante Brasileiro,
RJ
22.1.08
Kilimanjaro

Campineiro, como todo paulista, adora um shopping. E lá estava eu, em pleno domingo chuvoso - o que intensifica ainda mais a freqüência ao local, no shopping Iguatemi Campinas, morrendo de fome e sem saber exatamente onde ir.
Fazia tempo que queria voltar ao Kilimanjaro, restaurante de comida contemporânea e light, segundo eles mesmo dizem.
Ao chegar ganhei um canhoto que me dizia que a espera era de quinze minutos e somente esperei algum tempo porque não sabia em qual outro restaurante dos diversos da praça de alimentação que queria ir. Quinze minutos na realidade foram cinco, então logo estava sentada em uma mesa com uma cadeira e o outro lado com banco estofado.
Recebi o cardápio, um tanto confuso com saladas, e pratos, e acompanhamentos e pedi, depois de dez minutos, um suco de abacaxi com hortelã (que notei ser pedido por várias outras pessoas) e uma salada asiática, esta composta por rúcula, shiitake, broto de feijão, torradas com queijo, amendoim e um molho especial - que me arrisco a dizer ser manteiga, sakê e shoyo.
Também foi pedido uma ceaser salad, básica salada de alface americana, croutons, peito e peru em cubos e molho típico e um filet mignon com batatas e shiitake e tomate cereja.
Problema foi que a ceaser salad veio antes e eu fiquei a ver navios. Pedi pela minha salada, que foi terminada quando o filet mignon chegou - minha fome era grande, mas não tão grande a ponto de pedir dois pratos.
A decoração dos pratos era belíssima, tudo muito bem disposto (e servido) em um grande prato quadrado - adoro os pratos quadrados - e com sabor impecável.
O filet mignon estava um ponto a mais do que o que fora pedido e as batatas um ponto a menos do que deveriam ser cozidas, mas mesmo assim, o sabor ainda estava de acordo.
A sobremesa, que poderia ter sido um crème brûlée, não foi pedida por não haver espaço no estômago.
O local é extremamente bem decorado, com aquele estilo moderno mas mesmo assim aconchegante sem ser pedante demais - até onde pode-se não ser, sendo um restaurante à lá carte no meio do shopping Iguatemi.
Interessante notar que todos os garçons eram senhores, nada de mocinhos e mocinhas bonitos que chamam atenção mas não guardam pedidos.
A conta ficou em R$100, o que para um almoço de domingo não é nada convidativo, contudo, acho que esteve de acordo com o que oferecia.
O Kilimanjaro é um restaurante que atrai um público diverso, desde pais com crianças, até casais de namorados, pessoas de trabalho, turistas americanos, socialáites e eu, que queria mesmo era comer um salada deliciosa e não me preocupar que o preço do prato comprava 15 pés de rúcula.
Para um domingo a tarde ou até mesmo um sábado antes de cair na balada, ou ir namorar, ou simplesmente ir apreciar o camarão com purê, que era sugestão do dia e eu não pedi.
Passe lá:
Shopping Iguatemi Campinas
Fazia tempo que queria voltar ao Kilimanjaro, restaurante de comida contemporânea e light, segundo eles mesmo dizem.
Ao chegar ganhei um canhoto que me dizia que a espera era de quinze minutos e somente esperei algum tempo porque não sabia em qual outro restaurante dos diversos da praça de alimentação que queria ir. Quinze minutos na realidade foram cinco, então logo estava sentada em uma mesa com uma cadeira e o outro lado com banco estofado.
Recebi o cardápio, um tanto confuso com saladas, e pratos, e acompanhamentos e pedi, depois de dez minutos, um suco de abacaxi com hortelã (que notei ser pedido por várias outras pessoas) e uma salada asiática, esta composta por rúcula, shiitake, broto de feijão, torradas com queijo, amendoim e um molho especial - que me arrisco a dizer ser manteiga, sakê e shoyo.
Também foi pedido uma ceaser salad, básica salada de alface americana, croutons, peito e peru em cubos e molho típico e um filet mignon com batatas e shiitake e tomate cereja.
Problema foi que a ceaser salad veio antes e eu fiquei a ver navios. Pedi pela minha salada, que foi terminada quando o filet mignon chegou - minha fome era grande, mas não tão grande a ponto de pedir dois pratos.
A decoração dos pratos era belíssima, tudo muito bem disposto (e servido) em um grande prato quadrado - adoro os pratos quadrados - e com sabor impecável.
O filet mignon estava um ponto a mais do que o que fora pedido e as batatas um ponto a menos do que deveriam ser cozidas, mas mesmo assim, o sabor ainda estava de acordo.
A sobremesa, que poderia ter sido um crème brûlée, não foi pedida por não haver espaço no estômago.
O local é extremamente bem decorado, com aquele estilo moderno mas mesmo assim aconchegante sem ser pedante demais - até onde pode-se não ser, sendo um restaurante à lá carte no meio do shopping Iguatemi.
Interessante notar que todos os garçons eram senhores, nada de mocinhos e mocinhas bonitos que chamam atenção mas não guardam pedidos.
A conta ficou em R$100, o que para um almoço de domingo não é nada convidativo, contudo, acho que esteve de acordo com o que oferecia.
O Kilimanjaro é um restaurante que atrai um público diverso, desde pais com crianças, até casais de namorados, pessoas de trabalho, turistas americanos, socialáites e eu, que queria mesmo era comer um salada deliciosa e não me preocupar que o preço do prato comprava 15 pés de rúcula.
Para um domingo a tarde ou até mesmo um sábado antes de cair na balada, ou ir namorar, ou simplesmente ir apreciar o camarão com purê, que era sugestão do dia e eu não pedi.
Passe lá:
Shopping Iguatemi Campinas
Av. Iguatemi, 777
Vila Brandina - Campinas
Visitado em 21 Janeiro 2008
Vila Brandina - Campinas
Visitado em 21 Janeiro 2008
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Passe lá,
Restaurante,
Restaurante Contemporâneo
8.1.08
Shogun
Quando se pensa em cultura japonesa e sua gastronomia, se se desvincular da idéia fashion que impregnou nos restaurantes orientais, o que resta é um lugar pequeno, com comida boa e tradicional. O Shogun entra nesse quesito, mesmo situado em um dos bairros que mais concentram restaurantes em Campinas - aqueles que abrem, fecham, ficam uma temporada, se renovam e depois viram botequinho.
Na sexta-feira que fui estava completamente lotado embora tarde da noite (23h, o que para campineiros é, realmente, muito tarde). Consegui uma mesa no centro do restaurante, um dos locais, diga-se de passagem, mais quentes. Até todas as pessoas chegarem e fazermos os pedidos, fomos para fora do restaurante fumar um cigarro. Lá dentro não há local para fumantes e, sinceramente, pelo tamanho do local, nem seria muito bom que houvesse.
A demora no atendimento era latente e o humor das garçonetes não era dos melhores (novamente, tarde da noite). O Festival foi a opção da noite, que inclui sushi, sashimi, guioza, missoshiro, tempurá e yakisoba por R$32,00. Exclui todos os citados com exceção do sushi e sashimi.
O primeiro prato, para quatro pessoas, foi uma generosa porção de sashimi de salmão. E somente salmão. Temperatura ambiente para quase quente, cheio de gordura e, com certeza, rebarbas que não foram utilizadas para algum temaki com cream cheese. Diante de tanto sashimi, o sushi foi pedido novamente e, para surpresa, sushis de pepino, kani kama e um resquício de atum. Em 6 pedaços cada. Sushi não se corta em 8?
Contudo, o arroz era muito bem temperado, o gari (conserva de gengibre) perfeito e a entrada (salada de cenoura com repolho) deliciosa. Mas até onde um restaurante se segura nisso?
Nota-se que o Shogun é muito tradicional no ideal, na proposta, mas na apresentação final, nada disso se aplica.
Sei que o restaurante pode ser melhor por já ter visitado diversas vezes antes. Espero pensar que era o tardar da hora, a pressa para ir embora - que, de tão grande, tive que ouvir da garçonete se queríamos mais alguma coisa da cozinha que ela estava para fechar. Isso foi a primeira vez em um restaurante. Em bares contantemente ouço isso como um eufemismo de "estamos realmente fechando", mas em restaurante, onde eu pensei, ingênua que sou, que a comida é o mais importante, realmente foi a primeira vez.
De qualquer forma, o custo-benefício realmente é bom e quando não se paga muito, não se espera muito também. Triste, porém verdade.
Passe lá (antes das 23h):
Rua Conceição, 800
Centro de Convivência
Cambuí - Campinas
(19) 3254-4238
Visitado em 4 Janeiro 2008
Na sexta-feira que fui estava completamente lotado embora tarde da noite (23h, o que para campineiros é, realmente, muito tarde). Consegui uma mesa no centro do restaurante, um dos locais, diga-se de passagem, mais quentes. Até todas as pessoas chegarem e fazermos os pedidos, fomos para fora do restaurante fumar um cigarro. Lá dentro não há local para fumantes e, sinceramente, pelo tamanho do local, nem seria muito bom que houvesse.
A demora no atendimento era latente e o humor das garçonetes não era dos melhores (novamente, tarde da noite). O Festival foi a opção da noite, que inclui sushi, sashimi, guioza, missoshiro, tempurá e yakisoba por R$32,00. Exclui todos os citados com exceção do sushi e sashimi.
O primeiro prato, para quatro pessoas, foi uma generosa porção de sashimi de salmão. E somente salmão. Temperatura ambiente para quase quente, cheio de gordura e, com certeza, rebarbas que não foram utilizadas para algum temaki com cream cheese. Diante de tanto sashimi, o sushi foi pedido novamente e, para surpresa, sushis de pepino, kani kama e um resquício de atum. Em 6 pedaços cada. Sushi não se corta em 8?
Contudo, o arroz era muito bem temperado, o gari (conserva de gengibre) perfeito e a entrada (salada de cenoura com repolho) deliciosa. Mas até onde um restaurante se segura nisso?
Nota-se que o Shogun é muito tradicional no ideal, na proposta, mas na apresentação final, nada disso se aplica.
Sei que o restaurante pode ser melhor por já ter visitado diversas vezes antes. Espero pensar que era o tardar da hora, a pressa para ir embora - que, de tão grande, tive que ouvir da garçonete se queríamos mais alguma coisa da cozinha que ela estava para fechar. Isso foi a primeira vez em um restaurante. Em bares contantemente ouço isso como um eufemismo de "estamos realmente fechando", mas em restaurante, onde eu pensei, ingênua que sou, que a comida é o mais importante, realmente foi a primeira vez.
De qualquer forma, o custo-benefício realmente é bom e quando não se paga muito, não se espera muito também. Triste, porém verdade.
Passe lá (antes das 23h):
Rua Conceição, 800
Centro de Convivência
Cambuí - Campinas
(19) 3254-4238
Visitado em 4 Janeiro 2008
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Restaurante Oriental
14.12.07
América
O que é comer em um quilo chique, não?
Não estou reduzindo o America à apenas um restaurante de comida à quilo, mas na hora do almoço, shopping lotado, foi a opção escolhida. A dica foi do meu irmão que ao dizer que o bufê de saladas era ótimo, me fisgou na hora.
Depois de decidir qual a opção da refeição (através de um cardápio um tanto complicado), escolhi o bufê de saladas com um prato quente (filé mignon com batatas grelhadas e creme de espinafre) por R$29,90.
Realmente a variedade era grande, com cuscus marroquino, enroladinhos de abobrinha com tomate seco, tabule com quinua, alcachofra com alfafa e um molho de azeitona. Tudo muito chique, diga-se de passagem. Peguei tudo isso mais aspargos, que estavam perfeitamente cozidos. O prato chegou e meu filé mignon me remeteu à uma imagem de desenho: quando algum caminhão passava em cima de um personagem e ele ficava fino como papel, cheio de marcas de pneu e com aquela cara de morto. Mas o creme de espinafre estava com um sabor delicioso, apesar do aspecto e cor de fralda suja de neném.
Como ultimamente vem acontecendo, o atendimento dos garçons foi ótimo e ao pagarmos a conta nos foi colocada a opção de pagar 10%, o que fizemos.
Como um restaurante conceituado, o América é um ótimo restaurante por quilo.
E como restaurante por quilo, o América é um restaurante conceituado demais.
Vale a pena como opção para quem quer variar as saladas em restaurante por quilo (pois oferece a opção só do bufê de saladas) e não se preocupa com preço. Eu fui em um almoço de família e quem fez as honras foi meu pai, mas, para um almoço, R$160 é um pouco abusivo.
Passe lá (se necessário):
Shopping Pátio Higienópolis
Av. Higienópolis, 618 ou R. Dr. Veiga Filho, 133
Higienópolis - São Paulo - SP
Visitado em: 14 Dezembro 2007
Não estou reduzindo o America à apenas um restaurante de comida à quilo, mas na hora do almoço, shopping lotado, foi a opção escolhida. A dica foi do meu irmão que ao dizer que o bufê de saladas era ótimo, me fisgou na hora.
Depois de decidir qual a opção da refeição (através de um cardápio um tanto complicado), escolhi o bufê de saladas com um prato quente (filé mignon com batatas grelhadas e creme de espinafre) por R$29,90.
Realmente a variedade era grande, com cuscus marroquino, enroladinhos de abobrinha com tomate seco, tabule com quinua, alcachofra com alfafa e um molho de azeitona. Tudo muito chique, diga-se de passagem. Peguei tudo isso mais aspargos, que estavam perfeitamente cozidos. O prato chegou e meu filé mignon me remeteu à uma imagem de desenho: quando algum caminhão passava em cima de um personagem e ele ficava fino como papel, cheio de marcas de pneu e com aquela cara de morto. Mas o creme de espinafre estava com um sabor delicioso, apesar do aspecto e cor de fralda suja de neném.
Como ultimamente vem acontecendo, o atendimento dos garçons foi ótimo e ao pagarmos a conta nos foi colocada a opção de pagar 10%, o que fizemos.
Como um restaurante conceituado, o América é um ótimo restaurante por quilo.
E como restaurante por quilo, o América é um restaurante conceituado demais.
Vale a pena como opção para quem quer variar as saladas em restaurante por quilo (pois oferece a opção só do bufê de saladas) e não se preocupa com preço. Eu fui em um almoço de família e quem fez as honras foi meu pai, mas, para um almoço, R$160 é um pouco abusivo.
Passe lá (se necessário):
Shopping Pátio Higienópolis
Av. Higienópolis, 618 ou R. Dr. Veiga Filho, 133
Higienópolis - São Paulo - SP
Visitado em: 14 Dezembro 2007
10.12.07
Bráz Pizzaria

Voltei à pizzaria Bráz depois de muito tempo. Havia ido quando fora inaugurada em Campinas e me lembrava com carinho de uma entrada que, na época, quase me fez recusar a pizza para somente poder degustá-la.
Cheguei 11 horas da noite de um Domingo e fui extremamente bem atendida, apresentada ao garçom que me serviria e agraciada com um chopp geladíssimo. Logo descobri o nome da entrada de massa fininha de pizza, com mussarela, alecrim, azeite e sal grosso: Corniccione Bráz, recomendo imensamente.
A pizza da vez foi dividida em duas porque não consegui decidir em apenas uma: meia Primo (Rodelas de tomate caqui, mussarela especial e fatias de presunto tipo parma) e meia Paulistana (Mussarela especial, queijo defumado ralado, pedaços de tomates frescos e lascas de azeitonas pretas).
Creio que o grande segredo do Bráz é deixar uma pessoa como eu, que adora massa grossa e fofa, e aqueles que gostam de massa fina felizes, pois o resultado final deles é uma massa fina (não tão fina com o cariocas fazem) mas extremamente macia, exatamente o ponto certo. E qualquer cobertura é disposta com zelo e capricho de forma a cada fatia ficar linda no prato, com ingredientes fresquíssimos. Difícil não obter um resultado final maravilhoso e também se questionar como outras pizzarias não têm o mesmo capricho. Nesse sentido, é quase impossível achar uma pizza com uma qualidade igual (embora o preço, salgadíssimo, também se encontre por aí).
O ambiente que parece simples, com aquela áurea boteco, acaba por se tornar aconchegante e os garçons são simpáticos até demais, quase como querendo que o cliente termine logo o pedaço de pizza para ele poder esvaziar a caixa. Vou considerar o tarde da hora, não diminuindo minha irritação no momento. Para quem achar isso um problema, a casa tem delivery também.
De qualquer foram, o único problema do Bráz é te incapacitar de apreciar pizzas em outros restaurantes pois toda e qualquer uma que se saboreie não estará no mesmo nível.
Passe lá:
Bráz Campinas
Avenida Benjamin Constant, 1963, Cambuí
tel:


em domicílio:


Visitado em: 9 Dezembro 2007
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Pizzaria,
Restaurante
8.12.07
Kindai Music + Food
Como diria um amigo meu, visitar um restaurante que sai como campeão na Veja já é, por si só, motivo suficiente para não ir. Mas ele se refere à São Paulo . Campinas, a suposta capital do interior, não possui tantos atrativos a ponto dessa premissa ser posta a prova.
Sábado a noite, 11h30, chego ao Kindai. Surpresa para a campineira, o restaurante não só está aberto como está funcionando e, como os demais, o "vai estar fechando a cozinha por-favor-você-pode-estar-fazendo-seu-último-pedido" não se aplicou.
Contudo, área de fumantes lotada. Culpa, naturalmente, das pessoas pré-balada que lá estavam para bebericar drinques caríssimos antes de seguirem para seu próximo ponto.
Consegui um lugar no balcão, lindamente decorado, no centro do restaurante e prontamente fui atendida com o cardápio. O que achei que seria uma espera de duas cervejas ou um drinque de destilado, tornou-se uma pequena demora por conta da indecisão sobre a bebida e logo mais a hostess nos acompanhando à próxima mesa disponível.
A felicidade da rapidez durou o exato tempo de chegar à mesa: não estávamos nem na área de fumantes nem da de não fumantes; na realidade estávamos entre o bar e a cozinha, entre as pessoas pré-balada e os que se sentavam para comer, entre milhões de garçons apressados, sozinhos em uma ilha onde havia apenas nossa mesa e um esquecimento total de decoração ou iluminação.
Mas a fome prevalecia e por ali ficamos.
Em quase uma década de ser servida em Campinas, posso afirmar que os garçons do Kindai estão acima de quaisquer outros que já conheci: rápidos, gentis, eficázes e sempre com uma grande sorriso. Considerando o péssimo local onde estávamos, e a frequência com a qual tantos garçons passavam por lá, atendimento prontamente era o mínimo esperado.
A demora consistiu na decisão: o cardápio muito longo e cheio de propagandas me confundiu um pouco, embora a criatividade de pratos me surpreendeu. Logo fui à entrada de salmão com rúcula. E logo descobri que não tinha rúcula, no momento.
Pedimos tortinha de vegetais com milho e conserva de pepinos. As tortinhas estavam fantásticas (e minúsculas) e o pepino à perfeição (todos acham que é simples fazer, mas poucos restaurantes acertam o tempero). Problema foi que, ao pedir as entradas junto com o prato principal (combinado) o prato principal veio antes, corrigido e retirado por um outro garçom que não sabia que a ordem é entrada e depois prato principal.
O choppe Stella Artois estava na temperatura certa, dosagem certa e sempre no tempo certo.
O combinado de sushi e sashimi parecia maior na foto mas conseguiu satisfazer, muito bem montado, espelhado de forma a eu poder degustar uma peça ao mesmo tempo que a outra pessoa. E o arroz estava no tempero certo, coisa qual restaurantes acham que comensais não sabem.
1h30 da manhã estávamos saindo de lá, restaurante com muito menos pessoas e o chef ainda montando temakis (sem salmão, por pedido de algum cliente).
Não sei até onde a Veja realmente sabe avaliar um restaurante, mas considerando que já visitei todos os restaurantes japoneses na cidade de Campinas, posso afirmar que o Kindai proporciona um ambiente maravilhoso, aconhegante e com comida muito interessante. Interessante por misturar diversas cozinhas asiáticas, não somente a japonesa.
E por funcionar em horário paulista, já é um marco em Campinas. Problema mesmo é gastar duzentos reais em uma noite. Vale a pena quando se valoriza o ambiente e a comida e o objetivo da noite é ir a um restaurante que te proporcione uma pseudo-balada com clima intimista. Aí posso dizer que o Kindai vale 200 reais, afinal, o objetivo sempre é se sentir bem, e o estômago e o psicológico agradecem.
Passe lá:
Vitória Hotel
Avenida Norte Sul
Campinas - SP
Visitado em: 24 Novembro 2007
Sábado a noite, 11h30, chego ao Kindai. Surpresa para a campineira, o restaurante não só está aberto como está funcionando e, como os demais, o "vai estar fechando a cozinha por-favor-você-pode-estar-fazendo-seu-último-pedido" não se aplicou.
Contudo, área de fumantes lotada. Culpa, naturalmente, das pessoas pré-balada que lá estavam para bebericar drinques caríssimos antes de seguirem para seu próximo ponto.
Consegui um lugar no balcão, lindamente decorado, no centro do restaurante e prontamente fui atendida com o cardápio. O que achei que seria uma espera de duas cervejas ou um drinque de destilado, tornou-se uma pequena demora por conta da indecisão sobre a bebida e logo mais a hostess nos acompanhando à próxima mesa disponível.
A felicidade da rapidez durou o exato tempo de chegar à mesa: não estávamos nem na área de fumantes nem da de não fumantes; na realidade estávamos entre o bar e a cozinha, entre as pessoas pré-balada e os que se sentavam para comer, entre milhões de garçons apressados, sozinhos em uma ilha onde havia apenas nossa mesa e um esquecimento total de decoração ou iluminação.
Mas a fome prevalecia e por ali ficamos.
Em quase uma década de ser servida em Campinas, posso afirmar que os garçons do Kindai estão acima de quaisquer outros que já conheci: rápidos, gentis, eficázes e sempre com uma grande sorriso. Considerando o péssimo local onde estávamos, e a frequência com a qual tantos garçons passavam por lá, atendimento prontamente era o mínimo esperado.
A demora consistiu na decisão: o cardápio muito longo e cheio de propagandas me confundiu um pouco, embora a criatividade de pratos me surpreendeu. Logo fui à entrada de salmão com rúcula. E logo descobri que não tinha rúcula, no momento.
Pedimos tortinha de vegetais com milho e conserva de pepinos. As tortinhas estavam fantásticas (e minúsculas) e o pepino à perfeição (todos acham que é simples fazer, mas poucos restaurantes acertam o tempero). Problema foi que, ao pedir as entradas junto com o prato principal (combinado) o prato principal veio antes, corrigido e retirado por um outro garçom que não sabia que a ordem é entrada e depois prato principal.
O choppe Stella Artois estava na temperatura certa, dosagem certa e sempre no tempo certo.
O combinado de sushi e sashimi parecia maior na foto mas conseguiu satisfazer, muito bem montado, espelhado de forma a eu poder degustar uma peça ao mesmo tempo que a outra pessoa. E o arroz estava no tempero certo, coisa qual restaurantes acham que comensais não sabem.
1h30 da manhã estávamos saindo de lá, restaurante com muito menos pessoas e o chef ainda montando temakis (sem salmão, por pedido de algum cliente).
Não sei até onde a Veja realmente sabe avaliar um restaurante, mas considerando que já visitei todos os restaurantes japoneses na cidade de Campinas, posso afirmar que o Kindai proporciona um ambiente maravilhoso, aconhegante e com comida muito interessante. Interessante por misturar diversas cozinhas asiáticas, não somente a japonesa.
E por funcionar em horário paulista, já é um marco em Campinas. Problema mesmo é gastar duzentos reais em uma noite. Vale a pena quando se valoriza o ambiente e a comida e o objetivo da noite é ir a um restaurante que te proporcione uma pseudo-balada com clima intimista. Aí posso dizer que o Kindai vale 200 reais, afinal, o objetivo sempre é se sentir bem, e o estômago e o psicológico agradecem.
Passe lá:
Vitória Hotel
Avenida Norte Sul
Campinas - SP
Visitado em: 24 Novembro 2007
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Restaurante Oriental
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