Me encontrava na fila do suposto clube mais descolado de Campinas a 1h30 da manhã de sexta para sábado esperando pra ver Gui Boratto. Atrás de mim, um grupo de três garotos que sotaque que variava entre paulistano e campineiro contando dos finais de semana em Maresias e na minha frente um casal que fazia malabarismos para atender telefone, acender cigarro, colocar pulseirinha de área vip e continuar se beijando.
Fiquei feliz que entrei na fila correta, aquela de nome na lista, com uma hostess que deveria trabalhar de agente funerária tamanha a depressão. O frio que fazia fora da casa foi compensado brutalmente pela sauna que estava dentro e a cerveja que serviria para refrescar foi tomada 10 minutos depois de chegar ao bar.
A variedade de público da Kraft é imensa, desde os playboys que estavam perto de mim na fila até reggueiros, o pessoal GLS, os homens maduros que acham que tem 18 anos, os zilhões de meninos com bonés, os clubbers e qualquer outro tipo de pessoa. Descobri que o melhor jeito para ninguém esbarrar em você, te queimar, ou derrubar cerveja é dançar porque, de alguma forma, entra-se no ritmo de todos.
Impressionantemente, não esperei para ir ao banheiro, dada a ausência de meninas surtadas que normalmente se encontra em filas de banheiros. Ponto positivo.
A apresentação do Gui Boratto foi ótima, até onde eu possa achar, dado todo o desconhecimento desse tipo de música.
Foi uma experiência interessante mas, realmente, não o meu tipo de lugar.
O clube tem outros tipos de apresentações que não somente eletrônica, como rock (Matanza e Muzzarelas) e samba-rock (como Fred Jorge) o que aumenta ainda mais o leque de opções.
A decoração é diferente, local bastante escuro, com três áreas diferentes, pessoal bastante animado – embora às vezes a animação parecia princípio de briga e o atendimento no bar era condizente com o tanto de gente lá dentro.
É, na realidade, o único lugar que pode-se chegar às 4 horas da manhã e entrar sem problemas, o que, em Campinas, é um oásis – se você gosta desse tipo de balada.
Com nome na lista, paguei R$30,00 de bônus no bar (eufemismo para consumação obrigatória) e gastei mais que isso (Skol em lata R$5,00, Stella Artois RS7,00). Entrada de R$15,00.
Mesmo não tendo adorado o lugar, posso afirmar que prefiro ir lá todos os fins-de-semana à ir em qualquer boate que o pessoal que estava atrás de mim na fila deve ir quando não está na Kraft.
Passe lá (se for sua praia):
Rua Carolina Florence, 1121
Taquaral
Campinas
(19) 32426356
Couvert médio: R$40,00
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3.9.08
22.1.08
Delta Blues Bar
O Delta Blues Bar é o único bar de rock que sobrevive a maré de tendências eletrônicas e bares com banda. Sempre esteve lá, há mais de 15 anos, com bandas de blues e rock e um público fiel. Digo isso porque frequento o local desde 1994 e posso afirmar que mesmo depois de reformas e aumentos de preço, ainda mantém o mesmo estilo.
O que tem que se ter em mente quando se está no Delta é vontade de assistir bandas covers em alto e bom som - e por conseguinte não conseguir conversar se estiver perto do palco, não se importar com ventilação e/ou calor demasiado e não estar com fome, porque a comida lá é pedida certa para reinar no banheiro, por dias.
De qualquer forma, é o local ideal para beber e curtir uma banda, diversos estilos passam por lá, desde as manjadas covers de The Doors e Creedende Clearwater até Pearl Jam cover, que foi a última banda que assisti lá.
Neste dia o público estava diferente, mais novo, fazendo roda em frente ao palco, sem as figurinhas notórias das madrugadas boêmicas do bar. Não estavam deixando entrar tantas pessoas, tanto que tive que esperar liberar comandas para entrar - ponto positivo, já que antes demorava-se quinze minutos para se deslocar do bar até o palco de tanta gente lá dentro.
A segurança que fica na porta é sempre muito gentil, as garçonetes, não sei como, conseguem trazer sua cerveja no meio de tanta gente em tempo razoável e o público é sempre muito empolgado.
O Delta ainda mantém seu ambiente esfumaçado, quente e cheio de rock and roll mesmo tendo garçons de saco cheio de servir atrás do balcão - o que foi a primeiríssima vez que vi.
É um bar pra ir sozinho, com turma e com o namorado (a).
Cheguei a 1h30 da manhã e sai as 3h30. Nada mal.
Mas cuidado com a cerveja, porque acompanhar a banda e cantar todas as músicas dá sede, e o preço da long neck não é lá muito convidativo.
E ao final do show, nada como esperar a fila andar nos banquinhos nos quartos ao fundo do bar.
Passe lá:
Av. Andrade Neves, 2042
Tel 19-3242-8166
http://www.deltabluesbar.com.br/
Visitado em 11 Janeiro 2008
O que tem que se ter em mente quando se está no Delta é vontade de assistir bandas covers em alto e bom som - e por conseguinte não conseguir conversar se estiver perto do palco, não se importar com ventilação e/ou calor demasiado e não estar com fome, porque a comida lá é pedida certa para reinar no banheiro, por dias.
De qualquer forma, é o local ideal para beber e curtir uma banda, diversos estilos passam por lá, desde as manjadas covers de The Doors e Creedende Clearwater até Pearl Jam cover, que foi a última banda que assisti lá.
Neste dia o público estava diferente, mais novo, fazendo roda em frente ao palco, sem as figurinhas notórias das madrugadas boêmicas do bar. Não estavam deixando entrar tantas pessoas, tanto que tive que esperar liberar comandas para entrar - ponto positivo, já que antes demorava-se quinze minutos para se deslocar do bar até o palco de tanta gente lá dentro.
A segurança que fica na porta é sempre muito gentil, as garçonetes, não sei como, conseguem trazer sua cerveja no meio de tanta gente em tempo razoável e o público é sempre muito empolgado.
O Delta ainda mantém seu ambiente esfumaçado, quente e cheio de rock and roll mesmo tendo garçons de saco cheio de servir atrás do balcão - o que foi a primeiríssima vez que vi.
É um bar pra ir sozinho, com turma e com o namorado (a).
Cheguei a 1h30 da manhã e sai as 3h30. Nada mal.
Mas cuidado com a cerveja, porque acompanhar a banda e cantar todas as músicas dá sede, e o preço da long neck não é lá muito convidativo.
E ao final do show, nada como esperar a fila andar nos banquinhos nos quartos ao fundo do bar.
Passe lá:
Av. Andrade Neves, 2042
Tel 19-3242-8166
http://www.deltabluesbar.com.br/
Visitado em 11 Janeiro 2008
17.12.07
CB BAR

Cheguei em São Paulo e em contato com amigos que não via há algum tempo, fui informada da noite que seria servido o lanche que Elvis tanto adorava, o qual foi atribuído sua morte (e sua obesidade). Nada mais que um pão francês com bacon frito, pasta e amendoim e geléia de uva.
Como uma pessoa que estuda Gastronomia, é mais que dever experimentar tudo; não pedi um lanche para mim, mas dei duas mordidas no famoso colosso calórico agridoce que era o lanche do Elvis.
Posso afirmar que, sim, é muito bom, se você gosta de pratos agridoces, brie com mel, molho tarê, caramelo balsâmico e por aí vai. Um amigo não conseguiu terminar o lanche, enquanto o outro finalizou em cinco minutos.
Cheguei bem cedo, por volta das 21h30 o que, para um bar, não é muito interessante em termos de curtição, mas ótimo para aquisição de mesas privilegiadas.
Atendimento peculiar, com uma garçonete deveras mal humorada - que fui saber depois ser a mais legal do recinto. Cervejas variadas, a preços modestos considerando a cidade de São Paulo (Stella Artois e Dos equis por R$6.50). Meu lanche escolhido foi o Do chef, hamburguer de 200gr, com queijo gruyere e pimenta jalapeño e batatas fritas por R$16,90. Hamburguer fantástico, pão macio mas pouco queijo. A batata parecia ter sido feita por alguém que não faz idéia do quão importante a temperatura do óleo é para fritura.
Por volta de meia noite o bar começou a encher, as duas a banda Moptop entrou sem deixar muita gente empolgada, mas no meu passeio até o palco, notei alguns poucos fãs tirando foto. Eu inclusa.
O CB BAR é um típico inferninho, sem janelas, com banheiro pequeno e sempre ocupado (embora bem perto da porta, ao contrário do masculino, o qual tinha que atravessar toda a platéia para chegar) e muito barulho. Um dos tipos de lugares que mais gosto, diga-se de passagem.
Fui embora às 3 da manhã, deixando muito dinheiro no caixa mas com a sensação de que o lugar me agradou demais. Seja pelo filme do Elvis que estava passando no telão, os quadros de filmes trashs que decoravam as paredes, o atendimento rápido no balcão e até a garçonete que, entre diversos bêbados na pista, conseguia trazer a cerveja gelada até nossa mesa. Mas com certeza não foi pelo set do João Gordo, que depois de famoso, acha que pode colocar músicas pitorescas só porque acha que é bacana. Não é.
Passe lá:
Rua Brigadeiro Galvão, 871
Barra Funda - São Paulo
Tel 11- 3666-8971
Visitado em 14 Dezembro 2007
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