9.11.08

Pernil

Sou bastante fã de um boteco e normalmente não me importo com o que seria de relevância para outras pessoas - clientes, comida, bebida, condições do banheiro; porque, afinal, trata-se de um boteco. Domingo a tarde estava no Pernil, relativamente um boteco novo, que, em seu início ficava aberto 24h. Creio que a quantidade de bêbados da madrugada fizeram os donos mudarem de idéia.
Poderiam, também, mudar de idéia em relação ao preço da torre de chopp Germânia (R$25) e a quantidade de oléo na coxinha (fritura em imersão é para poucos). Por muito tempo deixaram uma placa onde estava escrito "diz-se que aqui se come o melhor lanche de pernil de Campinas". Não tive coragem de experimentá-lo depois de um vislumbre na coxinha e no lanche de bacon que um amigo pediu.
O local é extremamente abafado, mesmo aberto nas laterais, lembra uma cantina de escola e a TV sintonizada no Faustão não agradou ninguém.
A conta ficou bastante alta, considerando que estávamos em 7 pessoas.
Acho que mudei de idéia: para o Pernil ser chamado de boteco tem que melhorar muito. Ainda é café com leite, e nem daqueles que a gente pede com pão na chapa nos botecos mais podres.

Passe longe:
Pernil
Av. Orosimbo Maia
Campinas
Couvert médio: R$20

8.11.08

Barril da Máfia

O Barril da Máfia comemora 10 anos de existência em 2008. Lembro-me perfeitamente de quando conheci o bar, recém inaugurado, conversando com a dona na mesa, pouca gente na pista e um potencial gigantesco. O bar começou a fazer muito sucesso, a lotar a casa todo final de semana sempre, basicamente, com o mesmo público – pessoas na faixa dos 25 a 30 anos de idade. Eu, na época, tinha 18 e gostava do bar com bandas bacanas como Fred Jorge e os Maiorais no impressionante palco que fica em cima do bar.
Fiquei alguns anos sem passar por lá, mas mais recentemente, devido a predileção por botecos, possibilidade de conversar sem gritar e ausência de pessoas com mais de trinta anos que se vestem como se tivessem 18 e agem como se tivessem 15. Nesse sentido, não ouvi mais falar do Barril, a não ser por email, recebendo a programação do bar, sempre com as mesmas bandas.
Foi então que um amigo resolveu comemorar o aniversario e aniversário é mandatória a presença. Foi então que cheguei ao Barril da Máfia as duas da manhã de sexta para sábado. Poder entrar nesse horário foi uma surpresa, logicamente, considerando Campinas, a cidade do “vamos tomar um de café de madrugada em vez de se divertir”. O cidadão que me atendeu, com seu mau humor intrínseco de quem está de pé de madrugada – mas que não deveria considerando o trabalho que está prestando, nos avisou em voz robótica, como telemarketing, do funcionamento da casa.
E seguem as mudanças da última vez em que fui lá: entrada mulher de R$15, homem R$17, apenas para sorrir. Fumar não se pode lá dentro, então se quiser, somente fora da casa, onde notei que é onde os papos mais efusivos acontecem. Seguindo a tendência de servir cerveja bem, vende-se Guinness lata por R$18, com possibilidade de Skol por R$7.
O que ficou do mesmo foram as mulheres de trinta e poucos anos que se portam como se tivessem 18 – e eu, quase com trinta, consigo achar ainda mais ridículo – a pista lotadíssima, sempre animada e o palco em cima do bar. A tendência anos 80 juntamente com o público que nasceu nessa época foi trazida pela banda Blackout (muita música pra bêbado dançar e lembrar de qual novela foi aquela trilha sonora).
Em 1h45 minutos gastei R$90 (em duas pessoas), ouvi Marina Lima e Midnight OIl, assisti tentativas frustradas de pessoas balzaquianas parecerem descoladas e resolvi ir embora. Creio não ter mais paciência para o Barril da Máfia; ou esgostei a vontade pelas diversas vezes que fui no passado longínquo ou virei uma pessoa de quase 30 que não suporta baladinhas de quem acha que não tem 30.


Passe Longe:
Rua Dom Pedro I, 390
Guanabara - Campinas - SP
(19) 3241-0982
Couvert médio: R$40

3.9.08

Clube Kraft

Me encontrava na fila do suposto clube mais descolado de Campinas a 1h30 da manhã de sexta para sábado esperando pra ver Gui Boratto. Atrás de mim, um grupo de três garotos que sotaque que variava entre paulistano e campineiro contando dos finais de semana em Maresias e na minha frente um casal que fazia malabarismos para atender telefone, acender cigarro, colocar pulseirinha de área vip e continuar se beijando.
Fiquei feliz que entrei na fila correta, aquela de nome na lista, com uma hostess que deveria trabalhar de agente funerária tamanha a depressão. O frio que fazia fora da casa foi compensado brutalmente pela sauna que estava dentro e a cerveja que serviria para refrescar foi tomada 10 minutos depois de chegar ao bar.
A variedade de público da Kraft é imensa, desde os playboys que estavam perto de mim na fila até reggueiros, o pessoal GLS, os homens maduros que acham que tem 18 anos, os zilhões de meninos com bonés, os clubbers e qualquer outro tipo de pessoa. Descobri que o melhor jeito para ninguém esbarrar em você, te queimar, ou derrubar cerveja é dançar porque, de alguma forma, entra-se no ritmo de todos.
Impressionantemente, não esperei para ir ao banheiro, dada a ausência de meninas surtadas que normalmente se encontra em filas de banheiros. Ponto positivo.
A apresentação do Gui Boratto foi ótima, até onde eu possa achar, dado todo o desconhecimento desse tipo de música.
Foi uma experiência interessante mas, realmente, não o meu tipo de lugar.
O clube tem outros tipos de apresentações que não somente eletrônica, como rock (Matanza e Muzzarelas) e samba-rock (como Fred Jorge) o que aumenta ainda mais o leque de opções.
A decoração é diferente, local bastante escuro, com três áreas diferentes, pessoal bastante animado – embora às vezes a animação parecia princípio de briga e o atendimento no bar era condizente com o tanto de gente lá dentro.
É, na realidade, o único lugar que pode-se chegar às 4 horas da manhã e entrar sem problemas, o que, em Campinas, é um oásis – se você gosta desse tipo de balada.
Com nome na lista, paguei R$30,00 de bônus no bar (eufemismo para consumação obrigatória) e gastei mais que isso (Skol em lata R$5,00, Stella Artois RS7,00). Entrada de R$15,00.
Mesmo não tendo adorado o lugar, posso afirmar que prefiro ir lá todos os fins-de-semana à ir em qualquer boate que o pessoal que estava atrás de mim na fila deve ir quando não está na Kraft.

Passe lá (se for sua praia):
Rua Carolina Florence, 1121
Taquaral
Campinas
(19) 32426356
Couvert médio: R$40,00

17.8.08

Bar do Italiano

O Bar do Italiano abriu no cambuí há cerca de quatro meses e há dois meses que passo em frente e nunca entrei, até hoje. Por fora, me parecia um pub e o nome macarrônico me deixava questionando à respeito do tema do bar. Trata-se de um bar que não vi em Campinas ainda, embora ele lembre alguns bares que duraram na cidade por algum tempo, como uma junção de características deles. O Bar do Italiano é todo colorido por dentro, com paredes e vigas de cores diferentes, decorado com quadros de bandas e de cervejas importadas, mesas que poderiam ser de cafés, ambiente que lembra lanchonete carioca que vende suco e uma meia luz típica de bares. No entanto, toda essa confluência de fatores deixou o ambiente com uma cara única e, principalmente, aconchegante demais para os clientes. A música também contribuiu, variando entre clássicos dos anos 60 até Michael Jackson - que tocava quando cheguei e continuou a tocar por um bom tempo.
A hostess foi extremamente simpática e, melhor ainda, eficiente. Os garçons, todos novos e cheios de sorrisos, sempre atentos. O dono do bar, naturalmente o Italiano, aceitou sugestões de cervejas no cardápio.
O bar trabalha com diversas cervejas importadas e nacionais, desde a Weistephaner até a Colorado de Riberão Preto. A escolhida por mim foi a lata de Guiness (R$14,00) que não me foi servida no copo gelado. A casa trabalha com um cardápio de saladas, pratos, porções e lanches todos evidentemente temáticos de acordo com a cultura italiana e usando diversos ingredientes que remetem ao país. Escolhi o lanche no pão (não italiano dessa vez) com mussarela de búfala, rúcula, copa e azeite (R$16,00) muito saboroso e quentinho. A cozinha fechou por volta de meia-noite e fui embora do local (com todas as cadeiras em cima das mesas) as 2h30.
O Bar do Italiano destoa dos bares do cambuí, talvez por isso eu tenha gostado tanto e já colocado na lista dos favoritos. As pessoas que estavam por lá variavam de adolescentes hypados até grupos de 30 e poucos anos.
Pra quem não for tão noturno, o bar abre para almoço também.

Passe lá:
Rua Conceição, 860
Cambuí - Campinas
Telefone (19) 3294-4842
Couvert médio: R$40,00

http://www.bardoitaliano.com.br/

11.7.08

Bar do Spaguette/Scooby

Tenho duas lembranças fortes do Scooby: primeira, quando este se chamava Scooby ainda e eu ia para lá ao invés de assistir aula do cursinho. A segunda foi quando me formei na faculdade e por motivos socialistas não tive uma festa de formatura e fui comemorar por lá. A primeira lembrança é de um bar que ficar aberto o dia todo e, de dia, poucas pessoas estão por lá, ainda mais em dia de semana. O sol da tarde é gostoso, o bar está limpo e a cerveja gelada. A segunda lembrança me remete à baratas no chão, putas, travestis, bêbados, pedintes e loucos de forma geral sentados na mesa ao lado, ou apenas como transeuntes do bar.
Voltei lá na quarta-feira durante um jogo do São Paulo. O bar é reduto de sãopaulinos e, por conseguinte, eu era uma das poucas mulheres por lá.
Sem problema algum, mesa cativa, jogo na TV, pessoas ensandecidas, cerveja gelada e muito dos personagens da segunda lembrança marcante. As baratas, no entanto, não estavam presentes. Mesmo assim, não me arrisquei a pedir nada da cozinha, mesmo ela a minha vista e o cheiro de bacon provocando meu estômago.
Pela ausência feminina em massa, o banheiro ainda tinha papel higiênico e o chão estava limpo. Pela presença masculina em massa, as brigas aconteceram.
O Spaguette, ou Scooby, como eu ainda me refiro, é um boteco clássico, daqueles que as pessoas podem terminar a noite e iniciar sua manhã bem embriagados. Caso queira ir sem esbarrar com as pessoas da noite, aquela fauna que faz parte dos botecos das 3 da manhã, passe lá entre 7 e meia noite. Caso contrário, a visão é péssima, os bêbados amigos querem ficar seu amigo e a cerveja nem tem mais sentido.
Muito menos o lanche de pernil.
Mas ainda é o clássico boteco para o qual se recorre quando a névoa da cerveja não se esvai e tudo o que se quer é continuar bebendo. Sem ligar muito para a fauna cativa do local.

Passe longe:
Bar do Spaguette/Scooby
Av. Júlio de Mesquita com Rua Benjamin Constant
Campinas - SP
Courvet médio: R$15,00
Aberto praticamente 24h

5.7.08

Empório do Nono

Barão Geraldo hoje em dia possui diversos bares para todos os tipos de gostos (mas sem exageros). O Empório do Nono, no entanto, existe desde que o bairro tinha mais barro que bares e continua no mesmo lugar, com a mesma clientela fiel e os maravilhosos petiscos que acompanham a cerveja ou o chopp gelados.
O Nono, como os mais chegados chamam, possui cadeiras na calçada e um ambiente interno aconchegante, bom para os dias de frio. O bar sempre está lotado, em sua maioria por pessoas na faixa dos 30 anos (e mais) e alguns jovens perdidos que tenham mais dinheiro no bolso. Realmente, não é um boteco barato, mas compensa quando o que se pede é o tira gosto de balcão, porção que vem 3 ou 5 petiscos diversos que ficam expostos no balcão - desde azeitonas e queijos, até berinjela empanada com tomate seco. É possíver beber Original, Serramalte e Norteña e o chopp da Brahma.
Os garçons são sempre muito atenciosos embora os mais novos por lá não tenham o mesmo jeito cativante dos que tem anos de casa.
Logicamente, quando te avisam que a cozinha está fechando, em aproximadamente 40 minutos o bar também fecha ou o serviço fica lento para conseguir mais cerveja. A saideira não é costumaz a não ser que você tenha gasto por volta de 200 reais na conta total da mesa.
O Empório do Nono é ideal para happy hour, para uma passada rápida antes de ir para um bar mais agitado e até mesmo para curtir um show com músicas do Chico Buarque toda última quinta-feira do mês. Vá pelos petiscos, pela conversa com amigos interessantes, pela visão da avenida logo à frente. E com dinheiro no bolso.

Passe lá:
Empório do Nono
Av. Albino J. B. de Oliveira, 1128
Barão Geraldo - Campinas
Couvert médio: R$30,00

http://www.emporiodonono.com.br/index.htm

Bar do Jair

O Bar do Jair está em Campinas desde 1989. Eu conheço o bar há pouco tempo mas cheguei a frequentá-lo antes de passar por reforma e ficar gigantesco. O interessante desta reforma é que, mesmo bem grande, o Bar do Jair mantém a atmosfera de boteco e, melhor, de boteco de faculdade. É possível ver todas as figurinhas da Unicamp por lá, bebericando uma cerveja e se deliciando com a maior variedade de baixa gastronomia que já vi. O bar era conhecido pela maravilhosa coxinha de frango e, diante da demanda, creio, criou diversos outros tipos da iguaria, desde a de carne seca até a de berijela para os sempre presentes vegetarianos.
Eu recomendo, no entanto, o lanche de pernil, obrigatório para minha pessoa toda vez que resolvo ficar lá por algumas horas. O atendimento é rápido se você está sentado em uma mesa perto do balcão, mas, de forma geral, os garçons são eficientes (e parecem se divertir tanto quanto os clientes quando a banda começa a tocar).
O ambiente é decorado com bandeiras, uma TV enorme para jogos de futebol, um canto para bandas diversas e muito boas, mesa de sinuca, um banheiro em cada canto do bar e muitas mesas.
O bar, no entanto, fecha cedo, e à uma da manhã já se ouve que a cozinha e o bar estão fechando. Não muito difícil se receber a conta antes de pedí-la. Mas a saideira sempre vem, se se pede com jeitinho para algum garçom de bom humor.
Estacionar o carro é um sufoco se se chega tarde (vulgo 9 da noite), sentar na parte nova com bandas muito empolgadas não permite conversas e erros de quantidade de cervejas na conta acontecem frequentemente. Mas ir com os amigos, comer muito bem e aproveitar esse tempo até ser mandado embora vale a pena.

Passe lá:
Bar do Jair
Rua Eduardo Modesto, 212
Barão Geraldo - Campinas -SP
Couvert médio: R$20,00

http://www.bardojair.com.br/bar.htm