18.8.09

Pizzaria São Paulo - Ubatuba



Já comi em muitas pizzarias, daquelas clássicas da cidade de Campinas (não muitas) até aquelas com exemplares de R$6,00 que chamam de "atum e tomate". Em uma visita longa a Ubatuba, procurando sabores familiares acabei me surpreendendo com, sem excessos aqui, a melhor pizza que já comi até agora.
Começamos descaradamente com uma desgustação de azeite. A casa possui mais de 40 rótulos e escolhi 10 destes, para serem saboreados com uma entrada de massa de pizza. Somente.
Um grande pedaço de massa de pizza assada a perfeição que foi divida em dois e degustada aos pequenos pedaços com os variados tipos de azeites escolhidos. Dos italianos, brasileiros e gregos que provei foi o português orgânico que ganhou de todos. Chama-se ALFANDAGH, 0,7% de acidez máxima, extra-virgem. Delicioso e escolhido para acompanhar as pizza pedida.
A escolhida foi, depois de muito tempo, Maçarico, com deliciosos pedaços de pancetta, cortados finamente e muito crocantes.
A casa, além de expor seus variados azeites em cima do balcão e em prateleiras altas, decora o chão com diversas latas de tomate pelado italiano ( o que não acho que estaria muito de acordo com a vigilância sanitária) e possui atendimento bom, de acordo com o que esperava. Como a curiosidade era grande fui perguntar ao proprietário sobre a massa de pizza, tão impecável, e encontrei respostas vagas, logicamente.
A casa centenária fica em Ubatuba e acho que, uma vez no litoral, vale a pena ser bem paulistano e passar para provar uma pizza do lugar.

Passe lá:
Pizzaria São Paulo
Rua: Dr. Esteves da Silva, 26 - Centro
Ubatuba
(12) 38327457
Couvert médio: R$50,00

11.11.08

Chopp Time

A primeira idéia que se passa quando o nome de um bar remete a um programa de TV de vendas de produtos sem muito uso é a mesma de quando o tal programa passa na TV: você não quer ficar assistindo, mas acaba perdendo algumas horas com ele.
O bar é realmente bonito, todo em madeira, com três espaços - exterior, interior e mezanino. Banheiro limpo, arejado e sem filas. O bar trabalha com os insuportáveis e inaudíveis cantores de banquinho e violão, com o mesmo repertório e volume acima do necessário. Couvert de R$4.
O tardar da noite não impossibilitou alguns chopes, que, evidentemente, eram trazidos com maior vagareza ao passar dos minutos. A cozinha demorou a fechar e pude pedir um Cambuí Street Especial, que consistia em diversas carnes, queijo, molhos e gorgonzola. O que eu senti foi gorgonzola, com molho de gorgonzola e pedaços de gorgonzola. R$20. O cardápio é um pouco confuso pela variedade e quantidade de opções; há quem ache muitas opções uma boa qualidade mas creio que menos é mais - assim como o gorgonzola deveria ser.
Os chopes eram marcados em uma comanda na mesa o que facilitou a contagem, nem muito alta, de quantos reais seriam gastos lá. R$3,90 tulipa de 300 ml.
Os garçons estavam pedindo educadamente que fôssemos embora dado que não havia mais uma viva alma no bar e os funcionários já estavam fazendo a ceia. Como não haveria mais nenhum outro bar em que se pudesse chegar as 3 da manhã e a conta já estava salgada, decidimos aceitar o pedido e ir embora.
O bar abre para almoço, happy hour e jogos de futebol. Assim como o canal de compras, muitas opções sem muita qualidade em cada, mas razoável se você não tem uma variedade de escolha.

Passe longe:
Centro de Convivência - Cambuí - Campinas
Couvert médio: R$30

9.11.08

Pernil

Sou bastante fã de um boteco e normalmente não me importo com o que seria de relevância para outras pessoas - clientes, comida, bebida, condições do banheiro; porque, afinal, trata-se de um boteco. Domingo a tarde estava no Pernil, relativamente um boteco novo, que, em seu início ficava aberto 24h. Creio que a quantidade de bêbados da madrugada fizeram os donos mudarem de idéia.
Poderiam, também, mudar de idéia em relação ao preço da torre de chopp Germânia (R$25) e a quantidade de oléo na coxinha (fritura em imersão é para poucos). Por muito tempo deixaram uma placa onde estava escrito "diz-se que aqui se come o melhor lanche de pernil de Campinas". Não tive coragem de experimentá-lo depois de um vislumbre na coxinha e no lanche de bacon que um amigo pediu.
O local é extremamente abafado, mesmo aberto nas laterais, lembra uma cantina de escola e a TV sintonizada no Faustão não agradou ninguém.
A conta ficou bastante alta, considerando que estávamos em 7 pessoas.
Acho que mudei de idéia: para o Pernil ser chamado de boteco tem que melhorar muito. Ainda é café com leite, e nem daqueles que a gente pede com pão na chapa nos botecos mais podres.

Passe longe:
Pernil
Av. Orosimbo Maia
Campinas
Couvert médio: R$20

8.11.08

Barril da Máfia

O Barril da Máfia comemora 10 anos de existência em 2008. Lembro-me perfeitamente de quando conheci o bar, recém inaugurado, conversando com a dona na mesa, pouca gente na pista e um potencial gigantesco. O bar começou a fazer muito sucesso, a lotar a casa todo final de semana sempre, basicamente, com o mesmo público – pessoas na faixa dos 25 a 30 anos de idade. Eu, na época, tinha 18 e gostava do bar com bandas bacanas como Fred Jorge e os Maiorais no impressionante palco que fica em cima do bar.
Fiquei alguns anos sem passar por lá, mas mais recentemente, devido a predileção por botecos, possibilidade de conversar sem gritar e ausência de pessoas com mais de trinta anos que se vestem como se tivessem 18 e agem como se tivessem 15. Nesse sentido, não ouvi mais falar do Barril, a não ser por email, recebendo a programação do bar, sempre com as mesmas bandas.
Foi então que um amigo resolveu comemorar o aniversario e aniversário é mandatória a presença. Foi então que cheguei ao Barril da Máfia as duas da manhã de sexta para sábado. Poder entrar nesse horário foi uma surpresa, logicamente, considerando Campinas, a cidade do “vamos tomar um de café de madrugada em vez de se divertir”. O cidadão que me atendeu, com seu mau humor intrínseco de quem está de pé de madrugada – mas que não deveria considerando o trabalho que está prestando, nos avisou em voz robótica, como telemarketing, do funcionamento da casa.
E seguem as mudanças da última vez em que fui lá: entrada mulher de R$15, homem R$17, apenas para sorrir. Fumar não se pode lá dentro, então se quiser, somente fora da casa, onde notei que é onde os papos mais efusivos acontecem. Seguindo a tendência de servir cerveja bem, vende-se Guinness lata por R$18, com possibilidade de Skol por R$7.
O que ficou do mesmo foram as mulheres de trinta e poucos anos que se portam como se tivessem 18 – e eu, quase com trinta, consigo achar ainda mais ridículo – a pista lotadíssima, sempre animada e o palco em cima do bar. A tendência anos 80 juntamente com o público que nasceu nessa época foi trazida pela banda Blackout (muita música pra bêbado dançar e lembrar de qual novela foi aquela trilha sonora).
Em 1h45 minutos gastei R$90 (em duas pessoas), ouvi Marina Lima e Midnight OIl, assisti tentativas frustradas de pessoas balzaquianas parecerem descoladas e resolvi ir embora. Creio não ter mais paciência para o Barril da Máfia; ou esgostei a vontade pelas diversas vezes que fui no passado longínquo ou virei uma pessoa de quase 30 que não suporta baladinhas de quem acha que não tem 30.


Passe Longe:
Rua Dom Pedro I, 390
Guanabara - Campinas - SP
(19) 3241-0982
Couvert médio: R$40

3.9.08

Clube Kraft

Me encontrava na fila do suposto clube mais descolado de Campinas a 1h30 da manhã de sexta para sábado esperando pra ver Gui Boratto. Atrás de mim, um grupo de três garotos que sotaque que variava entre paulistano e campineiro contando dos finais de semana em Maresias e na minha frente um casal que fazia malabarismos para atender telefone, acender cigarro, colocar pulseirinha de área vip e continuar se beijando.
Fiquei feliz que entrei na fila correta, aquela de nome na lista, com uma hostess que deveria trabalhar de agente funerária tamanha a depressão. O frio que fazia fora da casa foi compensado brutalmente pela sauna que estava dentro e a cerveja que serviria para refrescar foi tomada 10 minutos depois de chegar ao bar.
A variedade de público da Kraft é imensa, desde os playboys que estavam perto de mim na fila até reggueiros, o pessoal GLS, os homens maduros que acham que tem 18 anos, os zilhões de meninos com bonés, os clubbers e qualquer outro tipo de pessoa. Descobri que o melhor jeito para ninguém esbarrar em você, te queimar, ou derrubar cerveja é dançar porque, de alguma forma, entra-se no ritmo de todos.
Impressionantemente, não esperei para ir ao banheiro, dada a ausência de meninas surtadas que normalmente se encontra em filas de banheiros. Ponto positivo.
A apresentação do Gui Boratto foi ótima, até onde eu possa achar, dado todo o desconhecimento desse tipo de música.
Foi uma experiência interessante mas, realmente, não o meu tipo de lugar.
O clube tem outros tipos de apresentações que não somente eletrônica, como rock (Matanza e Muzzarelas) e samba-rock (como Fred Jorge) o que aumenta ainda mais o leque de opções.
A decoração é diferente, local bastante escuro, com três áreas diferentes, pessoal bastante animado – embora às vezes a animação parecia princípio de briga e o atendimento no bar era condizente com o tanto de gente lá dentro.
É, na realidade, o único lugar que pode-se chegar às 4 horas da manhã e entrar sem problemas, o que, em Campinas, é um oásis – se você gosta desse tipo de balada.
Com nome na lista, paguei R$30,00 de bônus no bar (eufemismo para consumação obrigatória) e gastei mais que isso (Skol em lata R$5,00, Stella Artois RS7,00). Entrada de R$15,00.
Mesmo não tendo adorado o lugar, posso afirmar que prefiro ir lá todos os fins-de-semana à ir em qualquer boate que o pessoal que estava atrás de mim na fila deve ir quando não está na Kraft.

Passe lá (se for sua praia):
Rua Carolina Florence, 1121
Taquaral
Campinas
(19) 32426356
Couvert médio: R$40,00

17.8.08

Bar do Italiano

O Bar do Italiano abriu no cambuí há cerca de quatro meses e há dois meses que passo em frente e nunca entrei, até hoje. Por fora, me parecia um pub e o nome macarrônico me deixava questionando à respeito do tema do bar. Trata-se de um bar que não vi em Campinas ainda, embora ele lembre alguns bares que duraram na cidade por algum tempo, como uma junção de características deles. O Bar do Italiano é todo colorido por dentro, com paredes e vigas de cores diferentes, decorado com quadros de bandas e de cervejas importadas, mesas que poderiam ser de cafés, ambiente que lembra lanchonete carioca que vende suco e uma meia luz típica de bares. No entanto, toda essa confluência de fatores deixou o ambiente com uma cara única e, principalmente, aconchegante demais para os clientes. A música também contribuiu, variando entre clássicos dos anos 60 até Michael Jackson - que tocava quando cheguei e continuou a tocar por um bom tempo.
A hostess foi extremamente simpática e, melhor ainda, eficiente. Os garçons, todos novos e cheios de sorrisos, sempre atentos. O dono do bar, naturalmente o Italiano, aceitou sugestões de cervejas no cardápio.
O bar trabalha com diversas cervejas importadas e nacionais, desde a Weistephaner até a Colorado de Riberão Preto. A escolhida por mim foi a lata de Guiness (R$14,00) que não me foi servida no copo gelado. A casa trabalha com um cardápio de saladas, pratos, porções e lanches todos evidentemente temáticos de acordo com a cultura italiana e usando diversos ingredientes que remetem ao país. Escolhi o lanche no pão (não italiano dessa vez) com mussarela de búfala, rúcula, copa e azeite (R$16,00) muito saboroso e quentinho. A cozinha fechou por volta de meia-noite e fui embora do local (com todas as cadeiras em cima das mesas) as 2h30.
O Bar do Italiano destoa dos bares do cambuí, talvez por isso eu tenha gostado tanto e já colocado na lista dos favoritos. As pessoas que estavam por lá variavam de adolescentes hypados até grupos de 30 e poucos anos.
Pra quem não for tão noturno, o bar abre para almoço também.

Passe lá:
Rua Conceição, 860
Cambuí - Campinas
Telefone (19) 3294-4842
Couvert médio: R$40,00

http://www.bardoitaliano.com.br/

11.7.08

Bar do Spaguette/Scooby

Tenho duas lembranças fortes do Scooby: primeira, quando este se chamava Scooby ainda e eu ia para lá ao invés de assistir aula do cursinho. A segunda foi quando me formei na faculdade e por motivos socialistas não tive uma festa de formatura e fui comemorar por lá. A primeira lembrança é de um bar que ficar aberto o dia todo e, de dia, poucas pessoas estão por lá, ainda mais em dia de semana. O sol da tarde é gostoso, o bar está limpo e a cerveja gelada. A segunda lembrança me remete à baratas no chão, putas, travestis, bêbados, pedintes e loucos de forma geral sentados na mesa ao lado, ou apenas como transeuntes do bar.
Voltei lá na quarta-feira durante um jogo do São Paulo. O bar é reduto de sãopaulinos e, por conseguinte, eu era uma das poucas mulheres por lá.
Sem problema algum, mesa cativa, jogo na TV, pessoas ensandecidas, cerveja gelada e muito dos personagens da segunda lembrança marcante. As baratas, no entanto, não estavam presentes. Mesmo assim, não me arrisquei a pedir nada da cozinha, mesmo ela a minha vista e o cheiro de bacon provocando meu estômago.
Pela ausência feminina em massa, o banheiro ainda tinha papel higiênico e o chão estava limpo. Pela presença masculina em massa, as brigas aconteceram.
O Spaguette, ou Scooby, como eu ainda me refiro, é um boteco clássico, daqueles que as pessoas podem terminar a noite e iniciar sua manhã bem embriagados. Caso queira ir sem esbarrar com as pessoas da noite, aquela fauna que faz parte dos botecos das 3 da manhã, passe lá entre 7 e meia noite. Caso contrário, a visão é péssima, os bêbados amigos querem ficar seu amigo e a cerveja nem tem mais sentido.
Muito menos o lanche de pernil.
Mas ainda é o clássico boteco para o qual se recorre quando a névoa da cerveja não se esvai e tudo o que se quer é continuar bebendo. Sem ligar muito para a fauna cativa do local.

Passe longe:
Bar do Spaguette/Scooby
Av. Júlio de Mesquita com Rua Benjamin Constant
Campinas - SP
Courvet médio: R$15,00
Aberto praticamente 24h